Suíça segue União Européia e anuncia ajuda a bancos
da BBC Brasil
O governo da Suíça anunciou nesta quinta-feira um pacote de ajuda ao sistema financeiro do país, incluindo aos dois maiores bancos suíços, o UBS e o Crédit Suisse.
O maior deles, o UBS, também o mais afetado pela crise das hipotecas, receberá uma injeção de capital de 6 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 5,25 bilhões) e poderá transferir ao governo ativos de risco equivalentes a US$ 60 bilhões.
Já o Crédit Suisse, segundo maior banco suíço, se beneficiará de medidas para fortalecer a capitalização das instituições financeiras do país.
Mas a instituição anunciou que optará por não fazer uso da ajuda neste momento, preferindo em vez disso levantar 10 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 8,75 bilhões) no mercado.
Como parte do pacote, o governo anunciou que elevará a proteção oferecida aos correntistas suíços para acima do atual patamar de 30 mil francos suíços (cerca de US$ 26 mil), o mais baixo nível de proteção no continente europeu.
Demora
As medidas, anunciadas em conjunto pelo Executivo suíço e a autoridade monetária, vêm após críticas de que o governo tem demorado para seguir os vizinhos e anunciar medidas para tentar blindar as instituições financeiras contra a crise financeira.
As perdas e baixas contábeis do UBS desde o início da crise já superam o equivalente a US$ 42 bilhões, as maiores de um banco europeu. Entretanto, o banco disse ter captado US$ 30 bilhões em capital novo.
O banco disse esperar um lucro na casa dos 300 milhões de francos no terceiro trimestre do ano. Seria o primeiro desde o segundo semestre de 2007.
Já o Crédit Suisse anunciou nesta quinta-feira um prejuízo de 1,3 bilhão de francos suíços (cerca de US$ 1,1 bilhão) no terceiro trimestre deste ano.
Leia mais
- Alemanha reduz de 1,2% para 0,2% previsão em crescimento em 2009
- Lucro da Nokia cai 30% no 3º trimestre com queda em vendas e preços
- Preços ao consumidor nos EUA ficam estáveis em setembro
- Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA, mas apontam níveis de recessão
- UE aprova plano de resgate de bancos da zona do euro
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a crise na Europa
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
avalie fechar
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
avalie fechar