Brasil
23/10/2007 - 16h12

Azeredo critica representação do PSOL e diz que "nunca faltou com a verdade"

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou nesta terça-feira que a decisão da Mesa Diretora do Senado de arquivar representação contra ele seguiu, corretamente, o entendimento de que fatos anteriores ao mandato não configuram quebra de decoro parlamentar. Azeredo lembrou que o Conselho de Ética da Casa já havia arquivado processo em 2006 pelo mesmo motivo --o que abriu caminho para a decisão desta terça-feira.

"Na época, houve o entendimento de que as questões são anteriores ao meu mandato de senador. Além disso, compreendeu-se que não tive responsabilidade nos eventuais problemas daquela campanha", disse o senador.

Azeredo criticou a decisão do PSOL de ingressar com representação para que o Conselho de Ética da Casa investigasse o valerioduto mineiro --esquema de desvio de recursos em caixa dois na campanha eleitoral de Minas, em 1998.

"Creio que o PSOL agiu equivocadamente ao insistir em representação com o mesmo escopo. O partido contrariou a legislação processual brasileira ao se arriscar em uma representação para pleitear o que já foi julgado, o que já foi decidido."

O tucano reiterou que "nunca faltou com a verdade" ao negar qualquer ligação com o esquema de caixa dois na campanha eleitoral de 1998. "Como é do conhecimento de todos em Minas Gerais, as questões financeiras da campanha de 1998 não foram de minha responsabilidade. Delas só tomei conhecimento posteriormente", disse.

Mesa

A Mesa Diretora do Senado decidiu por unanimidade arquivar nesta terça-feira a representação do PSOL contra Azeredo. O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), argumentou que não cabia uma nova investigação já que o conselho já arquivou no ano passado processo contra o tucano com o mesmo teor.

"Nós achamos que sem um fato novo, se tivessem pelo menos aguardado que o procurador-geral da República vai se manifestar e tivesse apresentado fatos novos, poderíamos considerar ou não", disse.

Viana afirmou, no entanto, que, se o procurador encontrar indícios do envolvimento de Azeredo no chamado "mensalão tucano" --e parlamentares apresentarem uma nova representação contra o senador--, o Conselho de Ética poderá investigar o caso.

"Qualquer cidadão pode apresentar novamente a denúncia. Ao invés de passar pela Mesa, irá diretamente ao conselho", disse o senador ao referir-se à decisão da Mesa tomada na manhã de hoje de que os processos seguirão agora diretamente para análise do conselho.

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Comentários dos leitores
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
"Eleições internas do PT confirmam volta de mensaleiros ao comando do partido..."
É surpresa isso?
A natureza é assim mesmo...
Veja só: Flor do Pântano cresce aonde?
Pois é, com eles não poderia ser diferente...
sem opinião
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joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
A partir da ANISTIA E DAS DIRETAS JA.
Surge uma NOVA CLASSE SOCIAL BRASILEIRA.. A DOS POLITICOS ...e que nos dias de hoje supera as demais classes. BAIXA, MEDIA E ALTA.
A CLASSE DOS POLITICOS PODE SER CONSIDERADA ALTA-ALTA - transferências de propriedades, sem exceção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação de recursos do ESTADO, MUNICIPIOS, UNIAO E ESTATAIS,PRIVATIZAÇOES. Apropriadas pelas máfias privadas dirigidas por PARTIDARIOS ALIADOS com a corrupção. Esses novos multimilionários saqueam ESTADOS MUNICIPIOS A UNIAO E GRANDES EMPRESAS ESTATAIS em milhões de dólares.O MEXICO E O BRASIL, são os dois países que privatizaram os monopólios públicos mais lucrativos, os maiores e os mais eficientes. Do total de 157,2 mil milhões de dólares nas mãos de 38 multimilionários latino-americanos, 30 são brasileiros. Alguns acumularam suas fortunas obtendo contratos governamentais, e outros através DE INFLUENCIA POLITICA BENEFICIANDO-SE de relações políticas e suborno de empresas públicas.
E O RESTO É RESTO
Classe alta - Classe média - Classe baixa - Miseráveis
E a CLASSE DE OTARIOS COMO NOS ELEITORES, QUE PAGAMOS POR TUDO ISSO..., QUE SE LASQUE, RECORRER A QUEM SE DOMINARAO TUDO.
EXECUTICO - LEGISLATIVO E ATE O JUDICIARIO COM O STF DANDO LHES COBERTURA...
-----VOTO NULO NAS PROXIMAS ELEIÇOES NESTA CASTA DE MALANDROS---
55 opiniões
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J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. 2 opiniões
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