Sem apoio de governistas, oposição articula CPI dos Cartões formada só por senadores
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Parlamentares da oposição se articulam para instalar a CPI dos Cartões Corporativos somente no Senado caso deputados da base aliada do governo mantenham a postura de não aderir à comissão mista proposta pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que as investigações vão sair com ou sem as assinaturas de parlamentares governistas.
"Investigação terá que haver. Poderemos fazer a CPI só aqui. Mas vamos esgotar as demais possibilidades. Se boicotam a CPI mista [formada por deputados e senadores], tem que sair uma comissão nem que seja só no Senado", defendeu.
A hipótese da CPI do Senado já é admitida, inclusive, por parlamentares da base aliada do governo. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) garantiu que o governo defende as investigações e, por este motivo, está disposto a retomar a discussão sobre se criar uma comissão composta somente por senadores.
"Se a Câmara entender que não deve ser CPI mista, vamos voltar a articular uma CPI no Senado. Não deixará de existir, por parte do governo, nenhuma CPI para investigar os cartões corporativos", afirmou.
Agripino considerou "estranho" o recuo dos deputados governistas à CPI Mista. Na opinião do democrata, existe "algo no ar" para que os parlamentares da base aliada não estejam falando a mesma língua na Câmara e no Senado --uma vez que Jucá diz ter o apoio do Palácio do Planalto na CPI mista proposta por Sampaio.
A Folha Online apurou que líderes governistas na Câmara ficaram irritados com a condução das negociações por Jucá, especialmente no que diz respeito ao teor do requerimento de criação da CPI redigido por Sampaio. Por este motivo, decidiram recuar no apoio à comissão.
Impasse
Os deputados e senadores discutem a instalação para investigar o uso dos cartões corporativos do governo federal desde que as primeiras denúncias de irregularidades vieram à tona, em janeiro. Sampaio deu início à coleta de assinaturas para a criação da CPI mista, mas inicialmente não teve o apoio do governo.
Para evitar que a oposição instalasse a CPI, Jucá reuniu mais de 30 assinaturas e apresentou requerimento para a criação da comissão somente no Senado. Dias depois, voltou atrás e decidiu apoiar a CPI proposta por Sampaio --desde que o tucano ampliasse o prazo de investigações para 1998, o que permite à comissão investigar as chamadas contas B do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Sampaio acatou o pedido de Jucá que, na ocasião, garantiu o apoio do governo à CPI mista --o que gerou críticas da própria oposição ao tucano.
Apesar da palavra do líder governista, na Câmara a adesão de parlamentares da base aliada à comissão mista foi pequena. Das 172 assinaturas reunidas por Sampaio para a criação da CPI, cerca de 120 são de deputados da oposição.
DEM e PSDB acusam os governistas, nos bastidores, de estarem com discurso truncado para impedir as investigações sobre o uso dos cartões corporativos.
Leia mais
- Sem acordo com oposição, governo adia negociação sobre cargos da CPI dos Cartões
- Oposição e governistas divergem sobre comando da CPI dos Cartões
- Lula defende cartão e sigilo em despesas da Presidência
- CGU vê falha de ex-ministra Matilde Ribeiro no uso de cartão
- São Paulo abre os gastos, mas omite os responsáveis
Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
avalie fechar
avalie fechar
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
avalie fechar