Brasil
28/03/2008 - 18h44

DEM diz que cassação de deputado por infidelidade partidária é "grande revolução"

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), classificou hoje de "grande revolução" a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de cassar o mandato do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB) por infidelidade partidária. Na opinião do democrata, a interpretação do tribunal vai coibir novas trocas de partido no futuro, especialmente em períodos eleitorais.

"A interpretação do DEM é que a decisão do TSE representa um marco, uma vez que o Congresso não aprovou a reforma política. É uma grande revolução que vai gerar um cenário completamente diferente nas próximas eleições. Vai haver necessidade dos parlamentares pensarem que o mandato é da legenda", disse.

Depois de reconquistar o mandato de Brito, o DEM espera a decisão do TSE no processo contra o deputado Gervásio José da Silva (PSDB-SC). O partido ingressou com pedidos para reaver os mandatos de deputados que deixaram a legenda depois do dia 27 de março de 2007 --data fixada pelo TSE como limite para que deputados federais, vereadores e deputados estaduais trocassem de legenda.

Já para senadores, governadores e presidente da República, a regra da fidelidade partidária vale desde o dia 16 de outubro do ano passado. O tribunal regulamentou regras para a fidelidade partidária ao interpretar que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos eleitos.

Derrota

O DEM já sofreu uma derrota no TSE ao não reconquistar o mandato da deputada Jusmari Oliveira (PR-BA). O tribunal interpretou que a saída de Jusmari do DEM foi justificada, uma vez que a deputada trocou o partido pelo PR em 2 de abril de 2007, mas pediu desligamento da legenda em 27 de março de 2007 ---no limite estipulado pelo TSE.

Os democratas também saíram derrotados no processo movido contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA), que deixou o partido antes da data fixada pelo tribunal, em 9 de outubro de 2007.

Segundo o partido, embora desfiliado antes de 16 de outubro, o senador teria assinado o estatuto de criação do partido que determina a perda de mandato em caso de abandono da legenda. O argumento, no entanto, não foi acatado pelo TSE.

Além do DEM, o PTC também espera reconquistar o mandato do deputado Clodovil Hernandez (PR-SP), que deixou o partido depois do prazo fixado pela Justiça Eleitoral. Em sua defesa, Clodovil alega que os votos recebidos são seus, e não do PTC. A defesa do deputado informa que ele recebeu 493.951 votos nominais --o que representaria 1,8 vezes o quociente eleitoral do Estado de São Paulo.

O deputado argumenta, ainda, que os votos alcançados pelos 11 candidatos do PTC à Câmara Federal somam 519.484. Dessa forma, Clodovil afirma que obteve "sozinho" mais de 95% dos votos do PTC em São Paulo.

Comentários dos leitores
Luis Duraes (20) 22/09/2008 16h55
Luis Duraes (20) 22/09/2008 16h55
Disse Luis Inacio I : "...ninguem neste pais tem mais etica e moral do que o nosso partido (PT)". Eis uma magnifico exemplo da etica e da moral deste partido ! Bem feito para quem acredita neles ! Eu acredito em cegonha , mula-sem-cabeca, saci,etc mas nao acredito no partido DELLE. 8 opiniões
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Mauricio Anadrade (391) 22/09/2008 14h24
Mauricio Anadrade (391) 22/09/2008 14h24
Dossie contra Tucanos. Dolares de Cuba. Conta no exterior em nome de Lula. Grampos no ministro Gilmar Mendes. Etc, etc, etc.
Eu ia dizer que nada há de prova. Mas neste país prova é o que menos precisa.
Sendo pra difamar a imagem tudo vale. E o pior, fomentado pela grande mídia.
Mas a que interessem servem?
28 opiniões
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Rui Ruz Caputi Caputi (822) 22/09/2008 14h18
Rui Ruz Caputi Caputi (822) 22/09/2008 14h18
Esse é o jeito petista de governar. Uma mescla de paternalismo, parasitismo. Petistas nunca são punidos, e nesse casa ainda promovidos. 9 opiniões
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