Brasil
29/04/2008 - 08h03

Chinaglia critica ação da polícia contra desvio no BNDES dentro da Câmara

Publicidade

MARIA CLARA CABRAL
ANDREZA MATAIS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que a Polícia Federal fez "arapongagem" na Casa e cobrou explicações do ministro da Justiça, Tarso Genro. A Operação Santa Tereza, da PF, que identificou quadrilha que desviava dinheiro de empréstimos do BNDES, fez imagens de João Pedro de Moura, que foi assessor do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) na Força Sindical, circulando no prédio que concentra a maioria dos gabinetes.

Segundo Chinaglia, "toda vez que um policial ingressa na Câmara ele se identifica e não sobe armado", mas dessa vez não houve pedido de autorização. "Determinamos que fosse feito um levantamento minucioso para saber quais são as implicações legais da entrada na forma de araponga, sem identificação [na Casa]. Minha impressão é que eles agrediram o Poder ao entrarem sem se identificar." As conclusões podem levar a Câmara a tomar providências "dentro da lei" contra a PF.

As imagens, divulgadas pelo jornal "O Estado de S. Paulo", mostram Moura visitando os gabinetes de Paulinho e do líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN). Ambos negam o encontro e envolvimento com a quadrilha. Moura está preso.

Genro não comentou as críticas de Chinaglia, mas divulgou nota na qual informa que a PF "não está investigando nenhum deputado" nessa operação e que as informações divulgadas na imprensa sobre os dois parlamentares "são de inteira responsabilidade dos veículos que as estão divulgando".

O ministro não confirmou se o inquérito cita os dois parlamentares e pediu ao diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, que investigue como os dois nomes foram parar na imprensa. "Não há nenhuma acusação formulada pela PF a respeito dos deputados", disse à Folha.

Paulinho e Alves também procuraram o ministro para pedir explicações. Alves disse que não conhece e que nunca se encontrou com o lobista.

Comentários dos leitores
roberto djalma barros (1) 08/07/2009 05h44
roberto djalma barros (1) 08/07/2009 05h44
Nas prisões em Dourados-MS pela PF, o vereador Marcelo Barros foi testemunha dos fatos,não foi preso,como noticiou a folha. Por favor reparem esse erro, em uma hora logo pela manhã ela já se econtrava com a impensa. Elaé p unico opositor da administração municipal. Ele denunciou parte dos fatos. 1 opinião
avalie fechar
Igor Bevilaqua (373) 07/07/2009 18h48
Igor Bevilaqua (373) 07/07/2009 18h48
Em poucas horas, todos estarão soltos..., é só chegar até as primeiras instâncias da "JUSTIÇA", que a soltura é imediata. sem opinião
avalie fechar
Alexandre Martins (2) 07/07/2009 16h31
Alexandre Martins (2) 07/07/2009 16h31
avisem a PF e ao MPF que eles tem muito o que fazer no congresso nacional. Não sei o pq ninguém é preso por lá !!!!! Dá impressão que tem certas pessoas acima da lei neste país !!!! sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (225)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca