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Brasil
09/07/2008 - 15h18

Tarso diz que não existem mais "intocáveis" no país e defende uso de algemas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou nesta terça-feira que a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do investidor Naji Nahas pela Polícia Federal mostra a disposição do governo de punir todos os envolvidos em irregularidades, mesmo que sejam de classes sociais privilegiadas. Tarso disse que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é combater a corrupção "independente de suas raízes", mostrando que não há mais "intocáveis" no país.

"As prisões são um sinal para a sociedade que está acostumada a ver somente pobres indo para a cadeia, sendo retirados de camburões de forma indecente, de que isso está mudando. É determinação do presidente da República. O Estado combate a corrupção independente de suas raízes", afirmou.

Apesar das reações contrárias às prisões de indivíduos de classes mais privilegiadas, o ministro disse que "não existem mais intocáveis no país, privilegiados, que não são tocados pela lei". "Isso dá reações, mas temos que encarar com naturalidade."

O ministro disse que a disposição da PF é investigar todos os envolvidos em atos de corrupção identificados na Operação Satiagraha, mesmo que isso inclua integrantes do PT, como o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (SP).

"Se respingar em algumas pessoas, seja de que partido for, isso é secundário. A Polícia Federal não investiga maus costumes, atividades profissionais de ninguém ou partidos políticos. A PF investiga delitos e está de parabéns por essa operação", disse Tarso.

O ministro admitiu que foi procurado por Greenhalgh, por telefone, para criticar o envolvimento de seu nome na operação. Tarso disse que pediu ao ex-deputado para encaminhar requerimento à PF caso não tenha se sentido confortável com a abordagem dos agentes, a exemplo do que ocorre com qualquer cidadão. "As pessoas que se sentem injustiçadas no inquérito, abrimos sindicância, se for o caso, para investigar qualquer lesão."

Algemas

Tarso se mostrou favorável ao uso de algemas para a prisão de envolvidos em atos de corrupção, desde que o agente policial avalie essa necessidade. Segundo o ministro, o governo não distingue o uso de algemas entre pobres e ricos --embora autoridades tenham criticado a "truculência" da PF durante as prisões de Dantas, Pitta e Nahas.

"O uso de algemas tem que ser avaliado pelo agente. O objetivo é fazer a prisão com segurança. A Polícia Federal não deve ter critério de classe social. Se um cidadão de baixa renda pode ser algemado e nunca ninguém reclamou, se tiver que fazer prisão com algemas, que se faça."

Comentários dos leitores
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
"Eleições internas do PT confirmam volta de mensaleiros ao comando do partido..."
É surpresa isso?
A natureza é assim mesmo...
Veja só: Flor do Pântano cresce aonde?
Pois é, com eles não poderia ser diferente...
sem opinião
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joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
A partir da ANISTIA E DAS DIRETAS JA.
Surge uma NOVA CLASSE SOCIAL BRASILEIRA.. A DOS POLITICOS ...e que nos dias de hoje supera as demais classes. BAIXA, MEDIA E ALTA.
A CLASSE DOS POLITICOS PODE SER CONSIDERADA ALTA-ALTA - transferências de propriedades, sem exceção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação de recursos do ESTADO, MUNICIPIOS, UNIAO E ESTATAIS,PRIVATIZAÇOES. Apropriadas pelas máfias privadas dirigidas por PARTIDARIOS ALIADOS com a corrupção. Esses novos multimilionários saqueam ESTADOS MUNICIPIOS A UNIAO E GRANDES EMPRESAS ESTATAIS em milhões de dólares.O MEXICO E O BRASIL, são os dois países que privatizaram os monopólios públicos mais lucrativos, os maiores e os mais eficientes. Do total de 157,2 mil milhões de dólares nas mãos de 38 multimilionários latino-americanos, 30 são brasileiros. Alguns acumularam suas fortunas obtendo contratos governamentais, e outros através DE INFLUENCIA POLITICA BENEFICIANDO-SE de relações políticas e suborno de empresas públicas.
E O RESTO É RESTO
Classe alta - Classe média - Classe baixa - Miseráveis
E a CLASSE DE OTARIOS COMO NOS ELEITORES, QUE PAGAMOS POR TUDO ISSO..., QUE SE LASQUE, RECORRER A QUEM SE DOMINARAO TUDO.
EXECUTICO - LEGISLATIVO E ATE O JUDICIARIO COM O STF DANDO LHES COBERTURA...
-----VOTO NULO NAS PROXIMAS ELEIÇOES NESTA CASTA DE MALANDROS---
55 opiniões
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J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. 2 opiniões
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