DEM vai entrar com ação contra Dilma por suposta campanha antecipada
da Folha Online
O presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), vai entrar com uma ação por improbidade administrativa contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) por suposta campanha eleitoral antecipada.
Segundo a assessoria jurídica do partido, Dilma, ao usar as instalações públicos do Palácio do Planalto em solenidade, ontem, com entidades sociais, feriu de forma "clara e inequívoca" a legislação, que exige do agente público probidade no exercício de suas funções.
Ontem, já com discurso de candidata à sucessão presidencial em 2010, Dilma obedeceu as orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, definidas na última reunião ministerial, para incentivar o consumo e defender as medidas adotadas pelo governo que visam combater a crise financeira internacional.
Dilma aproveitou uma reunião com movimentos sociais, realizada no Palácio do Planalto, para tratar do assunto. "A diferença [entre o Brasil de hoje e dos governos anteriores] é que o Brasil não quebrou. Nós temos instrumentos bem afiados para enfrentarmos a crise", disse a ministra, na presença de representantes de mais de 60 movimentos sociais, reunidos no Planalto por mais de três horas e meia.
Simpática e bem-humorada, a ministra mostrou ainda um novo visual: sem óculos e com roupas de cores mais vivas. Dilma disse que está usando lente de contato em substituição ao antigo par de óculos.
O discurso da ministra ocorreu depois de ela ser lançada pelos movimentos sociais como a melhor opção à sucessão nas eleições de 2010 para dar continuidade às políticas adotadas pelo governo Lula. Durante a cerimônia uma voz feminina chamou a ministra de "poderosa".
Ao ser questionada sobre a campanha extra-oficial feita pelos movimentos sociais em seu favor, Dilma tentou dar uma explicação técnica. "Isso não é protocolar", afirmou a ministra.
No entanto, no discurso oficial, Dilma optou pelo tradicional power-point, que costuma utilizar em suas exposições e em simplificar as questões econômicas. "Quem consome compra, quem compra exige produção e quem produz gera emprego", afirmou a ministra ratificando a campanha do governo de estímulo ao consumo.
A reportagem já entrou em contato com o Ministério da Casa Civil para comentar a ação e aguarda um retorno.
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Só me sinto desconfortável por uma coisa: Meu salário, minha vida tranquila, minha aposentadoria precoce vai ser paga pelos mais pobres. Bem, mas se 78% deles não se importam, porque eu vou me importar, não é?
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