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Brasil
19/12/2008 - 07h19

Justiça manda interromper créditos da reforma agrária no Pará

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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém

A Justiça Federal mandou suspender os créditos para 473 assentamentos no sul e sudeste do Pará, onde estão mais de 76 mil famílias, se o Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) não coibir o desmatamento nestas áreas.

A decisão atende pedido do MPF (Ministério Público Federal) no Pará e leva em conta dados da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que indicam que os assentados destes locais derrubam anualmente 3% da floresta de suas glebas. No resto da Amazônia, este índice médio não passa dos 1,8%.

A decisão diz que a interrupção dos créditos --repassados pelo governo federal para construir moradias e comprar insumos-- acontecerá se, dentro de um ano, imagens de satélite mostrarem que o desmatamento não diminuiu.

Antes, em em junho do ano que vem, uma nova análise será feita. Os assentados que ainda tiverem mais de 75% de suas terras deflorestadas terão a metade dos incentivos cortada.

Segundo o MPF, a destruição da mata é apenas um dos problemas encontrados nos assentamentos da região.

O procurador Marco Mazzoni disse ainda que nenhum deles tem licença ambiental, que em menos de 1% das áreas existem projetos de recuperação florestal e que não há qualquer tipo de orientação técnica para os beneficiados pelo programa de reforma agrária.

O órgão federal não tinha se pronunciado sobre a sentença até as 20h desta quinta-feira.

Denúncia

Ontem, a Procuradoria denunciou 18 pessoas suspeitas de participar de um esquema para legalizar o comércio ilegal de madeira no Pará. Dentre elas, estão um ex-secretário estadual do Meio Ambiente e servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Estado.

A denúncia foi gerada a partir da Operação Ananias, feita em março do ano passado pela Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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