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Jefferson desqualifica gravação e diz que Valério é versão moderna de PC Farias
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O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) iniciou seu depoimento à CPI dos Correios, na tarde desta quinta-feira, tentando desqualificar a gravação divulgada pela revista "Veja", em que o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo R$ 3.000 e afirmando que operava com o aval do deputado. "A fita é ilegal. Como diz a legislação americana, a prova é envenenada", declarou.
Jefferson tentou intimidar os congressistas ao comentar que os gastos de campanha não correspondem à realidade. "Não há eleição de deputado federal que custe menos de R$ 1 milhão ou R1,5 milhão, mas a média aqui da CPI da Câmara dos Deputados, a prestação de contas é de R$ 100 mil."
| Sérgio Lima/FI |
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| Roberto Jefferson, em depoimento na CPI |
Em sua fala, ele contestou a versão do empresário Arthur Wascheck, que admitiu à comissão que encomendou a gravação. Jefferson atribuiu a gravação ao "braço sujo da Abin".
Jefferson atacou principalmente a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que segundo ele é a verdadeira mandante da gravação feita no Correios e chamou o publicitário Marcos Valério de Souza de "versão moderna e macaqueada de PC Farias [tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello]".
O deputado chegou à comissão com o olho e inchado. Segundo seus assessores, Jefferson se machucou quando um armário de madeira caiu em sobre seu rosto.
Furnas
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Jefferson afirmou que a estatal dividia uma sobra de caixa de R$ 3 milhões entre o diretório nacional do PT, o diretório mineiro do partido e alguns parlamentares da base aliada.
| Sérgio Lima/FI |
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| Roberto Jefferson depõe com o olho roxo e inchado |
Jefferson disse que ficou sabendo da operação por meio do diretor de Engenharia da estatal, Dimas Toledo. Toledo não foi localizado ontem pela Folha para comentar as acusações do ex-presidente do PTB. A Folha Online procurou a empresa nesta manhã, mas ainda não teve uma posição sobre o assunto.
Na reportagem, Jefferson diz que relatou pessoalmente o caso para José Dirceu, então ministro da Casa Civil.
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