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13/03/2004 - 09h06

Entenda a polêmica sobre as células-tronco

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LEONARDO MEDEIROS
da Folha Online

O Projeto de Biossegurança pretende regulamentar e estabelecer regras para a pesquisa, o cultivo e a comercialização dos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) e substituir a legislação de 1995, descaracterizada por inúmeras medidas provisórias e decisões judiciais.

Por ser uma questão que toca em uma área sensível, a econômica, é natural que os transgênicos permaneçam no centro dos debates.

Porém a lei também quer estabelecer meios para "proteger a vida, a saúde humana, animal e vegetal [...] em atendimento ao Princípio da Precaução". Trocando em miúdos, o projeto cria uma legislação específica para problemas recentes, como a clonagem e a manipulação de embriões. E aí entra a resistência a algumas pesquisas com células-tronco.

Células-tronco são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo.

Essa capacidade em se diferenciar em outros tecidos têm chamado a atenção dos cientistas. Cada vez mais pesquisas mostram que as células-tronco podem recompor tecidos danificados e, assim, teoricamente, tratar um infindável número de problemas, como alguns tipos de câncer, o mal de Parkinson e de Alzheimer, doenças degenerativas e cardíacas ou até mesmo fazer com que pessoas que sofreram lesão na coluna voltem a andar.

Por enquanto, sobram esperanças e faltam pesquisas que, embora aceleradas, ainda estão em estágio inicial.

Basicamente, há dois tipos de células-tronco: as extraídas de tecidos maduros de adultos e crianças ou as de embriões.

No caso das extraídas de tecidos maduros como, por exemplo, o cordão umbilical ou a medula óssea, as células-tronco são mais especializadas e dão origem a apenas alguns tecidos do corpo.

Já as células-tronco embrionárias cada vez se mostram mais eficazes para formar qualquer tecido do corpo. Esta é a razão pela qual os cientistas desejam tanto pesquisar estas células para possíveis tratamentos. O problema é que, para extrair a célula-tronco, o embrião é destruído.

Segundo os cientistas, seriam usados apenas embriões descartados pelas clínicas de fertilização e que, mesmo se implantados no útero de uma mulher, dificilmente resultariam em uma gravidez. Ou seja, embriões que provavelmente nunca se desenvolverão.

Porém, essa idéia esbarra na oposição de setores religiosos e grupos anti-aborto que consideram que a vida começa no momento da concepção.

Para tornar a questão ética ainda mais complexa, o implante de células-tronco seria mais eficaz se extraído de um embrião clonado do próprio paciente, pois evitaria o risco de rejeição. Esse procedimento só não serviria para pessoas que apresentam doenças genéticas.

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