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25/10/2005
-
13h46
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou nesta terça-feira que o resultado do referendo sobre a comercialização de armas de fogo e munição no país merece uma reflexão profunda e que simplesmente atribuir o resultado à insatisfação com as políticas de segurança pública não explica a decisão da população.
Para Palocci, a experiência anterior do plebiscito sobre presidencialismo e parlamentarismo já indicava que a população teme abrir mão de um direito, mesmo que este direito seja o de ter uma arma, uma opção que não faz parte do cotidiano da maioria da população.
Segundo Palocci, quando as campanhas passaram a enfatizar a perda do direito de eleger um presidente no último plebiscito realizado no país, o presidencialismo ganhou fôlego. Para o ministro, o mesmo efeito ocorreu no referendo do último domingo: a população identificou a opção do "sim" como a perda de um direito.
Palocci não quis declarar seu voto, mas afirmou que o resultado leva a "boas reflexões para quem quiser conhecer a alma do nosso povo".
Segundo o ministro, os recursos do Ministério da Justiça não param de crescer. "A PF está recebendo recursos progressivos, onde eles são colocados é decisão do Ministro da Justiça", disse.
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População não quis abrir mão de direito no referendo, diz Palocci
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da Folha Online, no Rio
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou nesta terça-feira que o resultado do referendo sobre a comercialização de armas de fogo e munição no país merece uma reflexão profunda e que simplesmente atribuir o resultado à insatisfação com as políticas de segurança pública não explica a decisão da população.
Para Palocci, a experiência anterior do plebiscito sobre presidencialismo e parlamentarismo já indicava que a população teme abrir mão de um direito, mesmo que este direito seja o de ter uma arma, uma opção que não faz parte do cotidiano da maioria da população.
Segundo Palocci, quando as campanhas passaram a enfatizar a perda do direito de eleger um presidente no último plebiscito realizado no país, o presidencialismo ganhou fôlego. Para o ministro, o mesmo efeito ocorreu no referendo do último domingo: a população identificou a opção do "sim" como a perda de um direito.
Palocci não quis declarar seu voto, mas afirmou que o resultado leva a "boas reflexões para quem quiser conhecer a alma do nosso povo".
Segundo o ministro, os recursos do Ministério da Justiça não param de crescer. "A PF está recebendo recursos progressivos, onde eles são colocados é decisão do Ministro da Justiça", disse.
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