08/05/2007
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20h31
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, afirmou que a Polícia Militar investigará os ataques às duas unidades da corporação entre a noite de segunda-feira (7) e a madrugada desta terça-feira como fatos isolados. Duas bases da PM --em Potim e Mogi das Cruzes-- foram atacadas entre a noite de segunda-feira (7) e a madrugada desta terça-feira.
O ataque a outras duas unidades em Osasco e Guarulhos (Grande São Paulo), que haviam sido informadas preliminarmente pela Secretaria da Segurança, foram descartados.
"Isso [os ataques] foi feito por pessoas que querem criar um clima de tumulto, um ambiente de pânico. São oportunistas que não pertencem a nenhuma facção", afirmou Marzagão.
No próximo sábado (12), o maior ataque do crime organizado contra as forças de segurança de São Paulo completa um ano. A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que não há motivos para alterar a rotina de policiamento no Estado durante o final de semana.
"Não há motivo para medo", disse o secretário.
Entre as bases atacadas agora está o pelotão da PM de Potim (170 km a noroeste de São Paulo), na madrugada desta terça. A cidade é vizinha de Guaratinguetá e Aparecida, que serão visitadas pelo papa Bento 16 entre sexta-feira (11) e domingo (13).
Em Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), criminosos passaram atirando em uma base na noite de segunda (7).
Em Potim, o ataque ocorreu por volta das 2h30, quando um homem --que não foi identificado-- atirou contra um policial na entrada do pelotão. O suspeito, que usava boné branco e roupa escura, chegou a tocar a campainha da unidade e o policial abriu a porta. O PM, que não revidou, foi atingido na mão esquerda. Ele foi levado para a Santa Casa de Aparecida e não corre risco de morte.
Em Mogi, a base comunitária da PM da avenida Lourenço de Souza Franco, distrito de Jundiapeba, foi alvo de tiros de homens que passaram pelo local em uma Parati. Um tiro atravessou a porta de vidro e atingiu uma parede. Os policiais não revidaram. Ninguém ficou ferido.
Ataques
No ano passado, os ataques criminosos foram atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Na semana em que a violência completa um ano, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola --chefe do PCC--, foi transferido do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), onde era submetido ao RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).
Ele deixou a unidade no começo da manhã desta terça-feira e foi levado para um presídio comum --a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), que abriga outros integrantes da facção.
Para marcar um ano dos ataques, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) marcou para quinta-feira (10) um ato público chamado de "Tragédia de Maio: um ano depois", para tratar das medidas tomadas e balanços das entidades e autoridades. De acordo com o Cremesp, a onda de violência no Estado resultou em 493 mortes por armas de fogo em apenas uma semana, em maio do ano passado.
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Para secretário da Segurança ataques às bases da PM foram fatos isolados
da Folha OnlineO secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, afirmou que a Polícia Militar investigará os ataques às duas unidades da corporação entre a noite de segunda-feira (7) e a madrugada desta terça-feira como fatos isolados. Duas bases da PM --em Potim e Mogi das Cruzes-- foram atacadas entre a noite de segunda-feira (7) e a madrugada desta terça-feira.
O ataque a outras duas unidades em Osasco e Guarulhos (Grande São Paulo), que haviam sido informadas preliminarmente pela Secretaria da Segurança, foram descartados.
"Isso [os ataques] foi feito por pessoas que querem criar um clima de tumulto, um ambiente de pânico. São oportunistas que não pertencem a nenhuma facção", afirmou Marzagão.
No próximo sábado (12), o maior ataque do crime organizado contra as forças de segurança de São Paulo completa um ano. A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que não há motivos para alterar a rotina de policiamento no Estado durante o final de semana.
"Não há motivo para medo", disse o secretário.
Entre as bases atacadas agora está o pelotão da PM de Potim (170 km a noroeste de São Paulo), na madrugada desta terça. A cidade é vizinha de Guaratinguetá e Aparecida, que serão visitadas pelo papa Bento 16 entre sexta-feira (11) e domingo (13).
Em Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), criminosos passaram atirando em uma base na noite de segunda (7).
Em Potim, o ataque ocorreu por volta das 2h30, quando um homem --que não foi identificado-- atirou contra um policial na entrada do pelotão. O suspeito, que usava boné branco e roupa escura, chegou a tocar a campainha da unidade e o policial abriu a porta. O PM, que não revidou, foi atingido na mão esquerda. Ele foi levado para a Santa Casa de Aparecida e não corre risco de morte.
Em Mogi, a base comunitária da PM da avenida Lourenço de Souza Franco, distrito de Jundiapeba, foi alvo de tiros de homens que passaram pelo local em uma Parati. Um tiro atravessou a porta de vidro e atingiu uma parede. Os policiais não revidaram. Ninguém ficou ferido.
Ataques
No ano passado, os ataques criminosos foram atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Na semana em que a violência completa um ano, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola --chefe do PCC--, foi transferido do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), onde era submetido ao RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).
Ele deixou a unidade no começo da manhã desta terça-feira e foi levado para um presídio comum --a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), que abriga outros integrantes da facção.
Para marcar um ano dos ataques, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) marcou para quinta-feira (10) um ato público chamado de "Tragédia de Maio: um ano depois", para tratar das medidas tomadas e balanços das entidades e autoridades. De acordo com o Cremesp, a onda de violência no Estado resultou em 493 mortes por armas de fogo em apenas uma semana, em maio do ano passado.
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