28/03/2007
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18h17
Colunista da Folha
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) oficiou a Gol por duas vezes nesta semana solicitando informações mais precisas sobre as notícias que vinham sendo divulgadas na imprensa a respeito da aquisição da Nova Varig pela companhia.
O primeiro ofício para a Gol foi enviado na segunda-feira, "um dia depois de o negócio ter sido divulgado pela coluna 'Radar', da revista Veja", diz a superintendente. Naquele momento, a Gol informou que "a companhia permanentemente investiga e considera as diversas oportunidades de aquisições".
A CVM entende que, em havendo "perda de controle da informação" --a negociação entre Gol e Varig estava sendo mantida em sigilo, mas vazou para a imprensa--, as informações sobre o acordo entre as duas empresas deveriam ter sido divulgadas de forma completa para que houvesse igualdade de condições para todos os investidores.
"A necessidade é de haver divulgação para todos, sem exceção", diz Elizabeth Machado, superintendente de relações com empresas da CVM. "A divulgação de informações é condição básica de uma companhia aberta, de modo a se evitar assimetria informacional", diz ela.
O descumprimento de tal norma constitui infração grave, sujeita a apuração, no entendimento da CVM. As explicações dadas até o momento pela Gol não foram consideradas suficientes pela comissão.
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CVM exige explicações da Gol sobre vazamento de informações
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MÔNICA BERGAMOColunista da Folha
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) oficiou a Gol por duas vezes nesta semana solicitando informações mais precisas sobre as notícias que vinham sendo divulgadas na imprensa a respeito da aquisição da Nova Varig pela companhia.
O primeiro ofício para a Gol foi enviado na segunda-feira, "um dia depois de o negócio ter sido divulgado pela coluna 'Radar', da revista Veja", diz a superintendente. Naquele momento, a Gol informou que "a companhia permanentemente investiga e considera as diversas oportunidades de aquisições".
A CVM entende que, em havendo "perda de controle da informação" --a negociação entre Gol e Varig estava sendo mantida em sigilo, mas vazou para a imprensa--, as informações sobre o acordo entre as duas empresas deveriam ter sido divulgadas de forma completa para que houvesse igualdade de condições para todos os investidores.
"A necessidade é de haver divulgação para todos, sem exceção", diz Elizabeth Machado, superintendente de relações com empresas da CVM. "A divulgação de informações é condição básica de uma companhia aberta, de modo a se evitar assimetria informacional", diz ela.
O descumprimento de tal norma constitui infração grave, sujeita a apuração, no entendimento da CVM. As explicações dadas até o momento pela Gol não foram consideradas suficientes pela comissão.
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