Bush admite que pacote econômico vai demorar a surtir efeito
da France Presse, Waco
O presidente George W. Bush elogiou neste sábado (4) os congressistas republicanos e democratas pela aprovação do plano de resgate bilionário para o setor bancário, mas afirmou que o alívio à crise não será instantâneo.
Entenda a crise financeira que atinge os EUA
Quem é quem na crise dos EUA
A Câmara de Representantes, que havia rejeitado a versão original da estratégia financeira, aprovou nesta sexta-feira (3) um texto que já tinha sido ratificado pelo Senado na quarta-feira (1º). Bush promulgou a lei logo depois da votação no Congresso.
Em seu programa semanal de rádio, o presidente dos Estados Unidos admitiu que foi uma votação difícil para os legisladores democratas e republicanos. "Valorizo sua boa vontade de trabalhar além das ideologias partidárias em meio a um período eleitoral", disse Bush. "O plano dá as ferramentas necessárias para enfrentar o problema de nosso sistema financeiro".
No entanto, afirmou que o custo final para os contribuintes será "muito menor" (o valor inicial do projeto, de US$ 700 bilhões, subiu a US$ 850 bilhões depois das alterações no Senado) porque, com o passar do tempo, "provavelmente aumentará" o valor dos ativos que o Estado vai adquirir como parte do plano.
"Isto significa que o governo deve ser capaz de recuperar grande parte, senão tudo, do gasto original", disse Bush.
Ele afirmou, entretanto, que o alívio à crise vai demorar a ser sentido. "Depois de atravessar todas as etapas, poderemos começar a situar nossa economia no caminho da recuperação. Embora estes esforços sejam efetivos, demorarão a ser implementados".
"Meu governo vai atuar o mais rápido possível, mas os benefícios deste plano não serão sentidos em seu conjunto imediatamente. O governo federal assumirá este plano de resgate a um ritmo cuidadoso e pausado para garantir que o dinheiro de seus impostos seja investido com acerto", enfatizou o presidente.
Leia mais
- Brown propõe fundo de US$ 21,3 bi para atenuar crise financeira
- Países da Europa buscam ação coordenada contra crise financeira
- Pacote passa na Câmara dos EUA e vira lei, mas não segura mercados
- Pacote dos EUA ajuda setor financeiro mas não resolve foco da crise, diz analista
- Secretário do Tesouro elogia Congresso e se diz ansioso com implementação do plano
- Pacote de US$ 700 bi será usado de forma "extremamente responsável", diz Bush
- Federal Reserve elogia aprovação do pacote financeiro na Câmara
Especial
- Leia a cobertura completa da crise financeira dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
avalie fechar
O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
avalie fechar