Gabrielli admite possibilidade de irregularidades em contratos da Petrobras
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da Petrobras, Jose Sérgio Gabrielli, disse nesta segunda-feira que não tem como garantir que todos os contratos firmados pela companhia estão completamente regulares. Ele defendeu que todos os contratos sejam fiscalizados por pelos órgãos como o TCU (Tribunal de Conta da União), e voltou a criticar a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a companhia.
"A Petrobras tem 240 mil contratos. Há um processo continuado de acompanhamento, mas não se pode garantir que todos esses contratos são corretos. Vamos investigar aqueles fatos concretos que tenha que investigar", afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Para Gabrielli, a CPI é um instrumento legítimo da oposição no Congresso, mas comparou as investigações a socos no fígado. Ele acrescentou que poderão surgir "acusações genéricas, generalizadas, com a busca de investigações para descobrir o que investigar". Isto, na visão do executivo, seria um processo muito negativo e que avançaria sobre os poderes que uma CPI tem.
"A CPI vai criar um ataque permanente sobre a reputação da Petrobras. Estamos prontos para ir à CPI e explicar com transparência. Não temos porque esconder nada", afirmou
Gabrielli admitiu influência política na escolha de cargos na Petrobras, mas lembrou que todos os diretores da estatal têm experiência no setor. Sobre sua nomeação para a empresa [Gabrielli foi diretor financeiro de 2003 a 2005, quando foi indicado para a presidência], disse que não a indicação não foi técnica. Gabrielli é economista e professor universitário ligado ao PT, e nunca havia trabalhado na Petrobras.
"Não acho que minha nomeação foi técnica. Não há como o Conselho de Administração de uma empresa como a Petrobras ter uma nomeação só técnica. Não há possibilidade disso", observou.
O executivo frisou que a Petrobras usa critérios técnicos nas tomadas de decisões, e que o desempenho da estatal nos últimos anos demonstra que a opção é bem sucedida.
"A área técnica da Petrobras tem demonstrado competência. A técnica se reflete nos processos de controle, nos processos de decisão, nas maneiras que se faz para escolher o que fazer. Isso não é político, isso é técnico", completou.
Leia mais notícias sobre combustíveis
- Petrobras reduz preço da gasolina em 4,5% e do diesel em 15%
- Preço dos combustíveis recua em maio, aponta ANP
- Preço do petróleo recua em NY e Londres devido à valorização do dólar
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Justiça dos Estados Unidos suspende venda da Chrysler para a Fiat
- Casas Bahia compra rede baiana de móveis Romelsa
- Ministro minimiza queda do emprego industrial e enaltece outros setores
Especial


Saudações
Dario
avalie fechar
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
avalie fechar
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
avalie fechar