Informática
22/04/2009 - 14h32

Condenado, cofundador do Pirate Bay diz que visita ao Brasil continua de pé

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DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

O cofundador do Pirate Bay Peter Sunde, 30, o mais debochado dos quatro condenados à prisão, confirmou após o veredicto da última sexta-feira (17) que virá ao Brasil em junho para 10ª edição do Fórum Internacional Software Livre, o Fisl10, que acontece em Porto Alegre (RS). "Mas alguém precisará providenciar a comida", brincou, por meio do seu perfil no serviço de microblog Twitter (twitter.com/brokep).

Bertil Ericson/AP
Gottfrid Svartholm e Peter Sunde (direita) são um dos responsáveis pelo site Pirate Bay
Gottfrid Svartholm e Peter Sunde (direita) são um dos responsáveis pelo site Pirate Bay

Fredrik Neij, 30, Gottfrid Svartholm, 24, Carl Lundstroem, 49, e Sunde, responsáveis pelo site de compartilhamento, foram condenados a um ano de prisão por promover violação de direitos autorais. A decisão é de um tribunal de Estocolmo (capital do país), que determinou também o pagamento 30 milhões de coroas suecas (ou R$ 7,7 milhões) a empresas da indústria de entretenimento.

Fundado em 2003, o Pirate Bay viabiliza a troca de conteúdo cultural (protegido por direitos autorais ou não), por meio de torrents. Seu sistema, conhecido como P2P, faz com que os próprios internautas hospedem e troquem arquivos entre si. Ou seja, embora o Pirate Bay promova o compartilhamento, não é ele que detém músicas e filmes pirateados. O site diz ter 22 milhões de usuários pelo mundo.

No Brasil, Sunde deve participar como palestrante de, pelo menos, três sessões no Centro de Eventos da PUC-RS. "Ele participará de uma seção técnica sobre o ambiente e as tecnologias aplicadas no Pirate Bay, um debate sobre as ameaças a liberdade na internet envolvendo temas como o polêmico projeto cibercrimes e também a respeito de trocas de arquivos P2P", disse, no começo do mês, Pablo Lorenzzoni, coordenador do evento.

Fossem brasileiros, os fundadores do site pegariam de 2 a 4 anos de reclusão e multa. No Brasil, no entanto, é comum a pena ser convertida em prestação de serviços comunitários. A lei brasileira que regula o direito autoral sobre obras culturais (nº 9.610) é de fevereiro de 1998, ou seja, foi feita antes do lançamento do Napster e antes da chegada da banda larga ao país.

Os condenados do Pirate Bay vão recorrer da decisão. Se necessário, eles planejam levar o caso até a Suprema Corte da Suécia.

Independente do resultado do julgamento final --que, segundo especialistas, pode demorar anos para sair--, o Pirate Bay já entrou para a história. Literalmente. O primeiro servidor do site, apreendido por uma batida policial no ano passado, está em exibição no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia da Suécia desde a semana passada. E o site continua no ar.

Fredrik Persson/Reuters
Cerca de 500 pessoas protestaram em Estocolmo contra a condenação dos responsáveis pelo Pirate Bay
Cerca de 500 pessoas protestaram em Estocolmo contra a condenação dos responsáveis pelo Pirate Bay

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Comentários dos leitores
Panayotis B. Giannopoulos (11) 17/11/2009 18h44
Panayotis B. Giannopoulos (11) 17/11/2009 18h44
Acabar a pirataria é muito dificil, é a mesma coisa que acabar com os vírus de computador... pro mal sempre tem alguem um passo a frente... sempre... mas pra reduzir drasticamente é fácil e não depende de nenhum esquadrão de caça aos piratas.. que tal começar assim: Nos tempos atuais, 10% de lucro é um lucro razoável não é mesmo? E se esse lucro vem de alguém que não faz nada? chega a ser até muito certo? então, seguindo esse raciocínio, porque o Bendito Governo não baixa a carga tributária em cima dos produtos campeões de pirataria?????? Mas enfim, eu posso estar errado, pois foi justamente esta Bendita carga tributária que nos salvou da Crise Global...rsrs... Com vocês os comentários.. se bem que meu sonho é ter um comentário de algum governante aqui, mas eles não leem esse tipo de coisa... até a próxima sem opinião
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Fernando Martínez (40) 22/10/2009 01h16
Fernando Martínez (40) 22/10/2009 01h16
É simplesmente IMPOSSÍVEL tentar frear este tipo de coisa, é milhares de vezes mais difundido e normal do que qualquer droga legal/ilegal existente. Em outras palavras, não tem volta. Compartir é uma forma para dar aos demais uma amostra do produto final, isso ocorreu com o filme Wolverine, mesmo com a divulgação do produto "beta", não afetou em nada as vendas, muito pelo contrário, vendeu mais do esperado! 2 opiniões
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Luis Coelho (1) 24/09/2009 18h21
Luis Coelho (1) 24/09/2009 18h21
Eh realmente uma coisa muito triste de se ver. O que essas empresas da industria da musica nao entendem eh que agora eh tarde demais pra isso. A caixa de pandora ja foi aberta e ja faz tempo. O mundo eh muito criativo e sempre encontraram um jeito. Se proibirem o P2P, usaram outro meio, se proibirem de utilizar o arquivo no player, usaram outro player. Se o windows para de ler mp3, entao usaram o linux. Nao existe mais jeito para isto. Qualquer formato que criarem se nao for possivel copiar e compartilhar nao ira vingar. Ainda mais o povo brasileiro onde temos os melhores analistas de sistemas do Mundo, os melhores programadores e os melhores crackers. Vejam o que estao fazendo com o Pirate Bay, eh outra tentativa infundada de parar o que naum pode ser mais parado, de frear um trem a 300km por hora. Mas eh normal esse tipo de reacao das empresas que ja estao devendo horrores e estao fadadas a falencia se nao fizerem nada criativo para reverterem essse processo e pararem de ficar tentando buscar a era de ouro do passado que naum volta mais. Diga sim a sua liberdade digital. 2 opiniões
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