Mundo
24/09/2007 - 20h53

Seis países se reúnem para discutir sanções contra Irã

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da Folha Online

Cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) devem ser reunir a partir da próxima quarta-feira (26) para discutir novas sanções ao Irã. No encontro, além de Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China, a Alemanha também foi convidada a participar, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursará amanhã na sede da ONU, fato que provoca polêmica, protestos e declarações, como a da ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

Vahid Salemi/AP
Mahmoud Ahmadinejad defende programa nuclear de seu país
Mahmoud Ahmadinejad defende programa nuclear de seu país

"Tivemos discussões construtivas na última sexta-feira (21) e decidimos continuar com estas conversas nas próximas quarta-feira (26) e quinta-feira (27), antes de uma reunião ministerial programada para a próxima sexta-feira (28)", afirmou Nicholas Burns, do Departamento de Estado.

EUA e França afirmam que o programa nuclear desenvolvido pelo país possui fins militares, acusação que Irã nega e insiste que os objetivos da atividade são energéticos. Além disto, no Iraque, os EUA divulgam que o Irã sustenta milícias locais com o fornecimento de armas e treinamento, outra acusação que o Irã nega.

"Nossas atividades são legais e com propósito pacífico", disse o presidente do Irã, em sua palestra nesta segunda-feira na Universidade Columbia, em Nova York.

"O Irã tem todo o direito de buscar tecnologia nuclear para fins civis, somos um país que ama a paz", afirmou Ahmadinejad.

Rejeição

Kevin Frayer/AP
Livni disse que o mundo pagará caro se Irã criar programa nuclear
Livni disse que o mundo pagará caro se Irã criar programa nuclear

A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, criticou hoje a ONU por permitir que o presidente do Irã participe da Assembléia Geral da ONU, que ocorre nesta semana em Nova York.

"Em um mundo justo, sua visita nunca aconteceria e o Irã não seria membro da ONU", disse Livni.

"A ONU deveria se envergonhar de que Ahmadinejad esteja aqui, afirmou.

"Isto sairá muito caro. O mundo deve colocar a um freio a isto. A comunidade internacional não pode permitir um Irã nuclear", disse a ministra israelense.

Protesto nas ruas

Uma multidão protestou hoje contra o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, agendado para esta terça-feira na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Além dos manifestantes, líderes de alguns países criticaram o presidente iraniano.

"Ele não deveria ser convidado a falar", disse o deputado americano Eliot Engel. "Ele deveria ser preso por terrorismo", afirmou o parlamentar.

O protesto focava as declarações passadas do presidente iraniano sobre a destruição de Israel e a negação do Holocausto, segundo que a última ele negou nesta segunda-feira, em um polêmico evento na Universidade Columbia, em Nova York.

A polícia não apresentou uma estimativa do número de manifestantes na passeata, que ocupou duas quadras em Nova York. Cerca de metade do público eram alunos de escolas judaicas nova-iorquinas. Havia um grande contingente dos "Cristãos Unidos por Israel", uma organização que defende que nenhuma terra deve ser concedida aos palestinos.

"Ele é outro Hitler", disse Susan Taba, uma iraniana que deixou seu país natal em 1977.

Com France Presse e Associated Press

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Comentários dos leitores
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
A questão do Irã é mais complexa do que a dialética EUA vs Irã, Israel vs Irã ou Ocidente vs Irã. Na verdade, o desenvolvimento nuclear iraniano é temido até pelos países árabes sunitas. No oriente médio, há um total desprezo pelo Irã, pois o Irã não é um país árabe e o pior de tudo, é xiita. Sunitas e xiitas se odeiam, não só no Iraque. Os sunitas nem consideram os xiitas islâmicos e sim, hereges. E vice-versa. Os Estados Unidos que cairam de gaiatos, pois os governos dos países árabes querem que os americanos façam o papel sujo deles. Nem cito Israel. Se um dia o Irã for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, podem ter certeza que os governos árabes vão protestar para fazer jogo de cena com suas populações, mas com certeza vão pular de alegria. Derrotar o Irã numa guerra não é difícil para Israel nem para os EUA, pois os países islâmicos só tomaram pau até hoje. Há pouco surgiu uma polêmica sobre Ahmadinejad ser judeu. Engraçado que antes da polêmica tinha escrito neste espaço que achava estranho Ahmadinejad ameaçar Israel, falar um monte de asneiras como se estivesse instigando Israel a atacar o Irã, pois o correto seria ser dissimulado até conseguir a bomba nuclear. Sempre achei muito estranha esta atitude dele. E depois da polêmica... sem opinião
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Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h17
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h17
A questão do Irã é mais complexa do que a dialética EUA vs Irã, Israel vs Irã ou Ocidente vs Irã. Na verdade, o desenvolvimento nuclear iraniano é temido até pelos países árabes sunitas. No oriente médio, há um total desprezo pelo Irã, pois o Irã não é um país árabe e o pior de tudo, é xiita. Sunitas e xiitas se odeiam, não só no Iraque. Os sunitas nem consideram os xiitas islâmicos e sim, hereges. E vice-versa. Os Estados Unidos que cairam de gaiatos, pois os governos dos países árabes querem que os americanos façam o papel sujo deles. Nem cito Israel. Se um dia o Irã for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, podem ter certeza que os governos árabes vão protestar para fazer jogo de cena com suas populações, mas com certeza vão pular de alegria. Derrotar o Irã numa guerra não é difícil para Israel nem para os EUA, pois os países islâmicos só tomaram pau até hoje. Há pouco surgiu uma polêmica sobre Ahmadinejad ser judeu. Engraçado que antes da polêmica tinha escrito neste espaço que achava estranho Ahmadinejad ameaçar Israel, falar um monte de asneiras como se estivesse instigando Israel a atacar o Irã, pois o correto seria ser dissimulado até conseguir a bomba nuclear. Sempre achei muito estranha esta atitude dele. E depois da polêmica... sem opinião
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Mauricio Antonello (1) 07/12/2009 02h49
Mauricio Antonello (1) 07/12/2009 02h49
Os EUA são mestres em manipular a opinião pública para atingir o objetivo de uma minoria, classe dominante e políticos que defendem seus interesses. Tendo isso em vista, alienam a população e os bombardeiam com o verdadeiro terrorismo - notícias sobre a guerra do terror, sobre a busca a Bin Laden, sobre o perigo do Irã e da Coréia do Norte. Para eles um povo só é unido quando há um inimigo comum, e eles criam esse cenário. Assim foi na Primeira Guerra (Lusitania mandado para águas claramente minadas de submarinos alemães), na Segunda (ataque a Pearl Harbor após vários atentados diplomáticos ao Japão) e na Guerra do Vietnam (Incidente de Tonkin que pelo visto jamais aconteceu), por que agora seria diferente? Forjam provas para justificar seus atos que não são bem avaliadas pelo público (11 de setembro? Queda praticamente sem resistência das torres, Torre 7 caiu sem ser atingida por avião, não foram filmados destroços dos aviões, relações dúbias entre família Bush e Bin Laden?). E aparentemente o governo Obama continua a seguir a mesma linha. Bem, é o que se espera de um país em que o povo só pode escolher entre 2 partidos! Podem acreditar, uma hora ou outra, será declarada guerra ao Irã e depois a Venezuela. Todas futuras guerras que planejam tornar esses paises instáveis e justificáveis de uma permanência de tropas americanas (e gastos e lucros para algumas empresas). E teremos mais um "Iraque" no oriente médio e outro na América Latina e empresas petroliferas instalando-se sem opinião
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