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19/03/2008 - 10h50

Hillary vai a Michigan para apoiar nova primária local

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da Folha Online

A agenda de campanha da democrata Hillary Clinton foi alterada nesta quarta-feira para incluir uma rápida passagem por Detroit, onde a senadora tenta convencer os líderes do partido a aprovarem uma nova primária em Michigan.

Segundo seus assessores, Hillary irá reafirmar sua postura favorável a uma nova eleição "não importando os obstáculos a serem ultrapassados". Oficialmente, ela defende que uma nova data é a única maneira de respeitar o direito a voto dos democratas do Estado.

Michigan e a Flórida violaram as regras do Partido Democrata quando adiantaram suas primárias para 15 de janeiro. Como punição, o comitê nacional anulou as primárias dos Estados e retirou seus delegados da convenção democrata nacional --evento no qual será definida oficialmente a nomeação do candidato. Hillary ganhou a primeira primária realizada no Michigan.

O porta-voz de Hillary, Mo Elleithee acusou o oponente Barack Obama de tentar impedir uma nova eleição. Ele alertou que ignorar os delegados e o voto popular de Michigan "prejudicaria o Partido Democrata" nas eleições presidenciais de novembro.

Mesmo antes de Hillary anunciar seus novos planos de viagem, Tommy Vietor, porta-voz de Obama, acusou-a de apoiar uma nova primária apenas por "interesses particulares". "Como outros em Michigan apontaram, existem algumas preocupações válidas sobre esta proposta sendo discutidas, inclusive restrições severas quanto a quem pode votar e os recursos financeiros que serão usados".

Por enquanto, Obama lidera a corrida democrata, com 1.621 delegados contra 1.479 de Hillary, segundo dados da rede de televisão CNN. Com poucas primárias ainda por vir, os 156 delegados de Michigan e os 210 delegados da Flórida (que também busca uma solução para sua exclusão da convenção nacional partidária) seriam cruciais para Hillary diminuir a diferença, e até mesmo superar Obama.

Exclusão dos eleitores

Um dos principais argumentos impedindo uma possível nova primária no Michigan é uma regra partidária que proíbe a participação de democratas e independentes que votaram na primária republicana.

Para participarem de uma nova eleição, eleitores teriam que assinar um documento confirmando que não votaram na primária republicana. Muitos dos moradores que escolheram participar do evento republicano fizeram-no simplesmente porque Hillary era a única grande candidata que constava na cédula democrata.

Obama e outros candidatos retiraram seus nomes da cédula em respeito à determinação do partido, e para evitar revolta em outros Estados, como Iowa e New Hampshire, que realizaram eleições poucos dias depois.

A primária republicana em Michigan atraiu 867.271 eleitores, incluindo 18.106 que votaram como não afiliados.

Já a primária democrata atraiu 593.837 eleitores, dos quais 55% votaram em Hillary. Os outros candidatos democratas não conseguiram individualmente mais do que 10% dos votos.

3 de junho

Um grupo de líderes democratas de Michigan tenta agora estabelecer uma nova votação para 3 de junho. Mas 17 membros do partido democrata local disseram, na terça-feira, que têm preocupações quanto a uma nova eleição, entre elas a possibilidade de exclusão dos democratas que já votaram na primária republicana.

"As pessoas que escolheram votar na primária republicana de janeiro o fizeram depois de termos dito que a primária democrata não valeria. Eles não foram avisados que, caso participassem do evento republicano, não poderiam mais participar da eleição em junho", disse o democrata de Michigan Matt Gillard, que apóia Obama.

O diretor do Partido Democrata de Michigan, Mark Brewer, disse apoiar uma segunda primária. Ele afirmou ainda que, na legislação que define a nova data, não há nenhuma objeção legal, e que ela está de acordo com todas as regras do Partido Dmocrata nacional.

Nesta quarta-feira, um grupo de líderes democratas planejam fazer umobby favorável a uma nova eleição para os legisladores do partido.

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Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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