Mundo
03/04/2008 - 10h47

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

O jornal norte-americano "USA Today" aposta que a acirrada e prolongada corrida democrata pela nomeação acabará na Carolina do Norte, Estado que realiza suas primárias em 6 de maio.

De acordo com o jornal, o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama é grande favorito no Estado e uma vitória nesta votação garantiria o apoio de muitos superdelegados-- membros do partido e políticos democratas que votam independentemente das primárias. O suficiente para definir de vez a liderança de Obama na corrida.

Hillary Clinton, por sua vez, aparece em reportagem do jornal norte-americano "Washington Post" que fala das histórias que a senadora conta em seus discursos. Ao contrário de Obama, que tem uma já famosa retórica refinada (que Hillary classifica como meras palavras sem nenhuma ação), Hillary prefere manter a platéia atenta a histórias de grande apelo e com personagens comuns. Uma estratégia para abordar suas propostas políticas de maneira mais popular e compreensível.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post" (EUA)
Nos discursos, Hillary freqüentemente mostra o seu lado negro

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Geralmente aparece quando a audiência menos espera: o momento em que a senadora Hillary Clinton silencia a platéia barulhenta com uma anedota de acelerar o coração.

"Eu lembro de ouvir uma história sobre uma jovem de uma pequena cidade ao longo do rio Ohio, no condado de Meigs, que trabalhava em uma pizzaria", contou a pré-candidata democrata à nomeação durante uma parada em Cleveland, começando uma história particularmente desagradável.

"Ela ficou grávida e começou a ter problemas. Não há hospitais em Meigs, então ela teve que ir em um condado vizinho. Ela apareceu e o hospital disse 'Você sabe, você tem que nos dar US$ 100 antes que nós possamos vê-la'", contou Hillary.

"Então a jovem voltou para casa e a próxima vez que ela voltou ao hospital foi em uma ambulância. Ela perdeu o bebê e voou até Columbus para ser tratada", continuou. Depois, Hillary conclui a história, que terminou com a morte da moça.

A história tornou-se um exemplo dos discursos apelativos de Hillary, um exemplo primoroso de como, em uma campanha na qual frases de grande moral tornaram-se o centro das atenções, ela rejeitou a oratória refinada em favor de uma fala dramática ao seu próprio estilo.

"USA Today" (EUA)
Porque a corrida democrata pode acabar na Carolina do Norte

Reprodução
USA Today
USA Today

O fim pode estar próximo. Ou o final do jogo, pelo menos, de uma disputa democrata surpreendentemente acirrada. Quatro meses e 42 Estados depois dos "caucus" inaugurais de Iowa, as primárias na Carolina do Norte em 6 de maio carrega ares de grande final entre o senador por Illinóis Barack Obama e a senadora por Nova York, Hillary Clinton.

Obama começa com uma liderança de mais de dez pontos nas pesquisas na Carolina do Norte, Estado onde os 2.400 ingressos para seu evento de campanha no War Memorial Auditorium, em Greensboro, na semana passada, acabaram após três horas do anúncio de que ele iria aparecer.

O dia após o evento de Obama, Hillary levou mil eleitores até o ginásio da Terry Sanford High School, em Fayetteville para um encontro.

"Eu realmente acredito que [as primárias de] 6 de maio tem o potencial para ser tudo", afirmou Joe Trippi, estrategista da campanha eleitoral de John Edwars, neste ano e de Howard Dean, em 2004. "Todo dia você vê um aumento na pressão sobre Hillary para que ela saia da disputa e se ela puder ganhar na Carolina do Norte, isso deve calar esse tipo de conversa e abrir a possibilidade dela conseguir ir até a nomeação", completou.

"Mas se ele ganhar na Carolina do Norte", afirma Trippi sobre Obama, "Eu acho que ele verá as coisas se resolverem muito rapidamente. Você verá muitos superdelegados alinharem-se atrás dele".

"The New York Times" (EUA)
O discurso de desaprovação de Bill Clinton

Reprodução
New York Times
New York Times

As conseqüências do endosso do governador Bill Richardson, do Novo México continuam a aparecer com a matéria do jornal norte-americano "San Francisco Chronicle", na quarta-feira, que mencionava o discurso de desaprovação do ex-presidente Bill Clinton, com direito a dedo levantado e o rosto vermelho de raiva.

De acordo com o "The Chronicle", a erupção ocorreu por trás das cenas na convenção democrata da Califórnia, durante um encontro privado entre Clinton e cerca de 15 superdelegados. Quando Rachel Binah, uma ex-delegada de Richardson que agora apóia Hillary, trouxe o assunto do endosso do governador, Cilnton ficou vermelho de raiva.

"Richardson disse que nunca faria isso. Cinco vezes, [olhando] na minha cara".

O jornal diz ainda que Clinton começou a criticar os jornais e a justiça dos "caucus", que apoiaram largamente Obama. O jornal ainda cita um superdelegado que descreveu a cena como "intenso, muito intenso". Mas depois, antes da convenção dos delegados, Clinton entregou uma mensagem de unificação do partido e urgiu para que os democratas "relaxem".

"The Wall Street Journal" (EUA)
Democratas temem o sentimento da Flórida

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Os democratas do congresso da Florida e membros do Partido Democrata nacional estão preocupados com os prospectos de sua eleição em novembro caso o Estado não tenha seus delegados na convenção nacional do partido, em agosto. Essa foi a revelação de Howard Dean, chefe do Partido Democrata, em entrevista ao jornal "Wall Street".

Se os 210 delegados "fazem diferença" na corrida congressional na Flórida, onde o partido espera conseguir duas ou três cadeiras, Dean afirmou: "Eu não acredito que nós possamos decidir se a Flórida terá ou não lugar em Denver [na convenção democrata]" sem causar uma luta divisória que poderia danar o partido em novembro, acrescentou.

Flórida perdeu seus delegados na convenção democrata depois de adiantar a data da sua primária, mesmo contra as determinações da convenção democrata. Apoiadores de Hillary, que ganhou as primárias, insistiram que os delegados deveriam ter representação de qualquer jeito.

Dean e os líderes da Flórida afirmaram na quarta-feira que os líderes do Partido concordaram em trabalhar junto em um plano para garantir a representatividade dos delegados. Mas ainda é incerto como os eleitores seriam divididos ou qual candidato se beneficiaria.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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