China reage com revolta a pedido de investigação do massacre na praça da Paz Celestial
da Folha Online
da Reuters, em Pequim
O Ministério de Relações Exteriores da China fez uma forte declaração contra as críticas que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez em relação àquele governo por ocasião do aniversário de 20 anos do massacre na praça da Paz Celestial, em Pequim.
Em 4 de junho de 1989, o Exército chinês enfrentou, na praça da Paz Celestial, em Pequim, estudantes e trabalhadores que protestavam pela democracia no país havia várias semanas. Centenas --ou possivelmente milhares-- de pessoas morreram na repressão aos protestos, e as discussões sobre o evento continuam sendo um tabu na China.
| Jeff Widener/AP |
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| Imagem de bloqueio contra tanques imortalizou protestos na praça da Paz Celestial, em Pequim |
Em nota, Hillary disse que o governo chinês deveria 'examinar abertamente os eventos mais obscuros do seu passado e dar um número público de mortos, presos e desaparecidos, para aprender e para curar as feridas'. Disse ainda que o país deveria aproveitar o aniversário do episódio para dar "à proteção dos direitos humanos e desenvolvimento democrático a mesma prioridade que deu às reformas econômicas'.
Hillary também pediu que a China liberte todas as pessoas que continuam presas devido ao seu envolvimento nos protestos que culminaram no massacre; pare de perseguir envolvidos e inicie um diálogo aberto com os familiares das vítimas.
Qin Gang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou à mídia que as declarações da secretária de Estado americana foram uma "grosseira ingerência em temas domésticos" do país.
"O comunicado dos EUA ignora os fatos e faz acusações infundadas contra o governo chinês. [...] Expressamos nossa forte insatisfação e determinada oposição. Nós pedimos que os EUA abandonem seus preconceitos, corrijam seus atos errôneos e evitem congelar e danificar as relações bilaterais", disse o porta-voz.
O porta-voz não falou sobre o número de mortos no massacre. Nunca houve uma contagem oficial.
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