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11/06/2009 - 09h47

Coreia do Norte pede mais dinheiro para parque industrial de Kaesong

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da Efe, em Seul

A Coreia do Norte pediu nesta quinta-feira mais dinheiro à Coreia do Sul para que o parque industrial de Kaesong, situado perto da fronteira e símbolo da reconciliação coreana, continue funcionando.

Representantes dos dois países mantiveram seu segundo encontro bilateral do ano em Kaesong, a 60 quilômetros de Seul, para abordar o futuro desse parque industrial, inaugurado em 2005 em território norte-coreano.

No complexo, operam 106 pequenas e médias empresas sul-coreanas, que empregam 38.867 mil trabalhadores norte-coreanos, por isso é considerado um símbolo de como a unificação coreana pode ocorrer através de uma intensificação das relações econômicas.

No entanto, sua continuidade está em dúvida desde que, em maio, o regime de Pyongyang anulou unilateralmente o contrato assinado com Seul e solicitou uma revisão dos salários, o que fez com que pelo menos uma empresa sul-coreana cogitasse ir embora.

Na reunião desta quinta-feira, o regime comunista pediu para quadruplicar os salários de seus cerca de 40 mil cidadãos contratados em Kaesong.

Segundo fontes do governo de Seul citadas pela agência local Yonhap, a Coreia do Norte pediu para aumentar até US$ 300 o salário mensal de seus trabalhadores, frente aos US$ 70 que recebem atualmente.

O regime comunista também reivindicou subir até US$ 500 milhões o aluguel do complexo por empresas sul-coreanas.

A Coreia do Sul havia pago US$ 16 milhões em 2004 para uso do espaço nos 50 anos seguintes.

De acordo com fontes oficiais sul-coreanas, representantes das duas Coreias voltarão a realizar no próximo dia 19 um novo encontro sobre este delicado assunto.

A reunião desta quinta foi o segundo encontro em nível governamental entre as duas Coreias, após a realizada em abril, que foi a primeira desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a presidência sul-coreana, em fevereiro de 2008.

Para Seul, a prioridade era tratar a libertação de um trabalhador sul-coreano da empresa Hyundai Asan em Kaesong, detido desde 30 de março pelas autoridades norte-coreanas por criticar o regime comunista e incitar uma empregada a desertar.

No entanto, esse tema não foi tratado por Pyongyang, que já tinha rejeitado falar da situação desse trabalhador no encontro de abril.

O parque industrial de Kaesong se encontra em seu pior momento, após as fortes tensões geradas pelo segundo teste nuclear norte-coreano em 25 de maio e de uma empresa sul-coreana ter manifestado sua intenção de sair do local devido à atual incerteza.

O encontro intercoreano aconteceu também no momento em que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), junto com Japão e Coreia do Sul, chegaram a um acordo sobre o texto de uma resolução que sancionará a Coreia do Norte.

Será uma resolução mais ampla que as sanções impostas ao regime norte-coreano após o primeiro teste nuclear, em outubro de 2006, e que permitirá a intercepção de navios suspeitos de transportar material proibido para a ou a partir da Coreia do Norte.

O Instituto de Estudos Econômicos da Hyundai, em Seul, estimou que a Coreia do Norte poderia perder entre US$ 1,5 bilhão e US$ 3,7 bilhões (R$ 2,9 bilhões e R$ 7,2 bilhões) em consequência às sanções da ONU.

As estimativas se basearam nas perdas registradas pela Coreia do Norte durante 2005 e 2007, quando já haviam sido impostas sanções comerciais.

O centro de estudos advertiu que as tensões se intensificarão na península coreana se os EUA e o Japão impuserem sanções estritas à Coreia do Norte, que poderia responder com o lançamento de um míssil intercontinental de longo alcance e um novo teste nuclear.

 

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