Mundo
03/07/2009 - 11h46

Rússia permite passagem de armas dos EUA para Afeganistão

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da Folha Online

A Rússia permitirá a passagem de carregamentos de armas americanas pelo seu território até o Afeganistão, afirmou nesta sexta-feira um assessor de alto escalão do Kremlin. O gesto foi visto como uma tentativa da Rússia de agradar os Estados Unidos para ampliar os esforços de aproximação entre Washington e Moscou.

O acordo deve ser assinado durante a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, a Moscou, na próxima semana, afirmou o conselheiro de política externa do Kremlin, Sergei Prikhodko.

A Rússia já permitia que os EUA usassem seu território para a passagem de suprimentos não bélicos aos soldados alocados no Afeganistão. Segundo Prikhodko, o acordo deve permitir aos EUA enviar carga de armamentos por terra e ar.

Ainda não está claro, contudo, se soldados ou civis americanos envolvidos na Guerra do Afeganistão poderão circular por território russo. "Eles não pediram isso", afirmou.

A rota normal de abastecimento dos milhares de soldados americanos alocados no Afeganistão passa pelo vizinho Paquistão e tem sido alvo de repetidos ataques das forças do grupo islâmico radical Taleban. Os EUA e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) procuravam há meses uma rota alternativa pela Rússia e outros países da Ásia Central.

A confirmação do acordo a poucos dias da visita de Obama à Rússia deve estabelecer o tom de cooperação que, provável, marcará as conversas entre o democrata e seu colega russo, Dmitri Medvedev. Depois de anos de tensão crescente, a entrada de Obama na Casa Branca marcou um novo momento da relação bilateral e ambos os países disseram estar esperançosos de que os dias de Guerra Fria sejam definitivamente enterrados.

Obstáculos

A predisposição de ambos os presidentes, contudo, deve enfrentar grandes obstáculos.

Os EUA e a Rússia querem assinar um acordo para redução do armamento nuclear para substituir o Start, válido até dezembro desde ano. Contudo, as conversas são prejudicadas pela resistência da Rússia diante dos planos americanos de construção de escudos antimísseis na Europa.

"Nós gostaríamos que a interconexão entre Start e a defesa antimísseis fosse descrita na declaração assinada na cúpula", disse.

O porta-voz do premiê russo, Vladimir Putin, afirmou que os dois assuntos estão correlatos e indicou que os líderes russos repetirão seus argumentos em encontros com Obama.

As conversas de desarmamento, anunciadas por ambos os presidentes em sua primeira reunião de abril passado em Londres, não produziram por enquanto resultados concretos, segundo informaram nesta quinta-feira fontes ligadas às negociações.

Por outro lado, também serão assinados acordos de cooperação militar e sobre o trânsito de mercadorias militares norte-americanas com destino ao Afeganistão.

Comentários dos leitores
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. sem opinião
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Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
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hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
Este negócio de popularidade do Obama é conversa fiada. Só inocentes poderiam esperar alguma coisa diferente de um presidente estadounidense. Basta ver como é facil aprovar verbas ilimitadas para fazer GUERRA e toda a sabotagem para aprovar uma emenda que beneficie a Saúde da população, pois, sai muito "caro", segundo os republicanos e os membros do "grupo" que lucram vendendo "saúde privada" a preço de ouro, como no Brasil. E mais, se preocupar com a saúde do povo, FEDE A SOCIALISMO rsrs. Quem manda nos eua é um pequeno "grupo" e isto faz muito tempo. Até alguns ex presidentes do país já reconheceram isto abertamente no passado. Obama é o boi de piranha. É o cara certo na hora certa. Vai servir de bode expiatório em pleno colapso do império. A Rússia já quebrou faz tempo e tudo vai seguindo de acordo com o estabelecido nos Protocolos. Só não contavam com a ascensão da China, do Irã, dos governos pogressistas na América latina. Enfim, o "grupo" jamais imaginou que surgiria uma Resistência tão forte e tão multipolar. Mais do que isto, sua eterna máquina de Propaganda, a "grande midia" está totalmente desacreditada e não consegue mais impor a "verdade" e isto é outro golpe fatal na estrutura do "grupo", a qual não estava prevista naqueles antigos planos de dominação. 9 opiniões
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