11/11/2004
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06h58
da Folha Online
O grupo extremista islâmico Hamas disse nesta quinta-feira que a morte do líder palestino Iasser Arafat fortalece sua decisão de manter ataques contra Israel.
"A perda do grande líder aumenta nossa determinação para continuar a Jihad [guerra santa] e resistência contra o inimigo sionista [Israel] até que a vitória e a libertação sejam alcançadas", disse grupo em um comunicado.
Em Beirute, o líder político do Hamas Khaled Meshaal acusou Israel de matar Arafat, que morreu nesta madrugada em um hospital militar da França.
"Digo, sem hesitação, que Israel é responsável pelo crime da morte de Arafat [...]. Todas as informações emitidas por médicos nas duas últimas semanas indicaram que ele foi envenenado", disse Meshaal à rede de tevê catariana Al Jazeera em entrevista pelo telefone.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaat, disse que apesar do diagnóstico dos médicos não ter sido conclusivo, descartava totalmente a possibilidade de envenenamento.
Em 1997, dois agentes israelenses do Mossad (serviço secreto israelense) foram presos na Jordânia depois de tentarem envenenar Meshaal. Israel forneceu um antídoto e libertou prisioneiros do Hamas para conseguir a libertação dos agentes.
"Médicos franceses e árabes podem não ser capazes de encontrar provas assim como não acharam provas quando fui envenenado em Israel", disse Meshaal.
"Israel ao matar Arafat assassinou o processo de paz e envia uma clara mensagem aos palestinos e árabes de que este será o destino de quem rejeitar um processo de acordo com as condições israelenses", concluiu o líder político do Hamas.
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da Reuters, em Ramallahda Folha Online
O grupo extremista islâmico Hamas disse nesta quinta-feira que a morte do líder palestino Iasser Arafat fortalece sua decisão de manter ataques contra Israel.
"A perda do grande líder aumenta nossa determinação para continuar a Jihad [guerra santa] e resistência contra o inimigo sionista [Israel] até que a vitória e a libertação sejam alcançadas", disse grupo em um comunicado.
Em Beirute, o líder político do Hamas Khaled Meshaal acusou Israel de matar Arafat, que morreu nesta madrugada em um hospital militar da França.
"Digo, sem hesitação, que Israel é responsável pelo crime da morte de Arafat [...]. Todas as informações emitidas por médicos nas duas últimas semanas indicaram que ele foi envenenado", disse Meshaal à rede de tevê catariana Al Jazeera em entrevista pelo telefone.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaat, disse que apesar do diagnóstico dos médicos não ter sido conclusivo, descartava totalmente a possibilidade de envenenamento.
Em 1997, dois agentes israelenses do Mossad (serviço secreto israelense) foram presos na Jordânia depois de tentarem envenenar Meshaal. Israel forneceu um antídoto e libertou prisioneiros do Hamas para conseguir a libertação dos agentes.
"Médicos franceses e árabes podem não ser capazes de encontrar provas assim como não acharam provas quando fui envenenado em Israel", disse Meshaal.
"Israel ao matar Arafat assassinou o processo de paz e envia uma clara mensagem aos palestinos e árabes de que este será o destino de quem rejeitar um processo de acordo com as condições israelenses", concluiu o líder político do Hamas.
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