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Juca Kfouri

Que venha o jogão

Que São Paulo e Galo não decepcionem como Grêmio e Fluminense frustraram o torcedor

MORUMBI TOMADO, quarta-feira para torcedor nenhum botar defeito.

O Galo, time de melhor campanha da Libertadores --é cedo ainda para dizer que é o melhor time da Libertadores--, contra o inconfiável São Paulo que, se eliminado como tudo indica, nunca mais se esquecerá do empate, no Pacaembu e não no Morumbi, com o Arsenal de Sarandi, rima e decepção.

Completo ou não, o time mineiro vem aí para azarar o São Paulo, menos para não pegá-lo de novo nas oitavas de final, porque o rival pode ser outro brasileiro indigesto, o Grêmio, mas para evitar o choque psicológico de perder no Morumbi e ter de voltar em seguida ao palco que acabou com sua invencibilidade.

Ao tricolor paulista não importa se Luis Fabiano é outra vez desfalque --quando não é ou não foi em momentos decisivos?-- ou se Jadson também ficará de fora.

Ao São Paulo só resta ser o Palmeiras da última quinta-feira e o Corinthians de quase sempre.

Além de jogar contra um time qualificado e bem treinado, obstáculos que para serem vencidos exigem bom futebol, o inseguro São Paulo de Rogério Ceni terá de mostrar aquela devoção que caracterizou os times incendiados por uruguaios como Pablo Forlán, Darío Pereyra e Diego Lugano --ou pelo brasileiro Chicão, que os atleticanos mineiros conheceram como rival e como defensor.

Como é de se esperar tamanha vontade por tudo que o atual time está devendo ao seu torcedor, fica a expectativa de um jogaço, clima ideal para Ronaldinho desfilar sua arte muito bem respaldada por seus companheiros de meio e de frente e por uma defesa para lá de competente.

Que não se repita em São Paulo a frustração de Porto Alegre na semana passada, quando Grêmio e Fluminense não jogaram 10% do que se esperava deles.

O Grêmio, por sinal, que se cuide. Porque está num atoleiro pelo negócio feito para ter casa nova, com dificuldade para pagar a folha salarial que Vanderlei Luxemburgo inflacionou --e ainda mais com jogadores como Cris e André Santos--, além de não render em campo à altura do que custa.

Ao Morumbi, portanto, ver a superação tricolor ou o Galo contra seus fantasmas nas horas de decisão.

CARIDADE, NÃO

Faltou espaço ontem para dizer que não há nem caridade nem mecenato no "Movimento por um futebol melhor". Se tudo der certo como está ameaçando dar, a partir de uma quantidade de sócios os clubes se comprometeram a repassar parte da receita para a manutenção da campanha, algo em torno de 15% quando dobrarem a base. O que a tornará praticamente sem custo para as empresas que a apoiam, algo que deve acontecer no terceiro ano, em 2016, segundo projeta a Ambev.

Que vantagem maria leva? Ora, as empresas fidelizam seus consumidores sem o custo de divulgação do projeto, apenas com investimento dos descontos.


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