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Juca Kfouri

A taça prostituta

Na zona que é a Conmebol, a Libertadores atrai mais pelos vícios do que pelas virtudes

SOBROU O GALO, e só o deus dos estádios sabe como, ou são Victor, o do empate que valeu mais que mil vitórias.

Porque o Galo quase sucumbiu diante do Tijuana, que lhe foi mesmo superior.

Viesse a eliminação e a arbitragem seria acusada, pois o gol mexicano nasceu de contra-ataque originado por falta em Jô na entrada da área do rival.

Seriam esquecidos o gol mexicano bem anulado por impedimento, os pisões dignos de cartões vermelhos de Bernard e Richarlyson, assim como o merecido por Leonardo Silva que, ao cometer o pênalti defendido por são Victor, evitou iminente perigo de gol.

Lembremos que o Tijuana não pôde treinar por falta de luz no estádio Independência, trapaça típica da Libertadores.

Mas alguma coisa acontece em nosso futebol que precisa ser mais bem observada quando cinco times brasileiros são eliminados assim tão facilmente.

Porque o Fluminense caiu no Paraguai ao abusar, em desespero, do chuveirinho, embora vítima também dos gandulas --outro expediente (lá e aqui) característico desta taça que é a prostituta mais bela da zona da Conmebol, a que atrai só pela sedução de seus vícios e se faz de fácil, mas é caríssima.

O campeão brasileiro Flu era, ao lado do campeão continental e mundial Corinthians, favorito ao título e não chegou, como o alvinegro paulista, nem às semifinais.

Incapaz de fazer um golzinho sequer no Olimpia em São Januário, como o Corinthians, na Bombonera, contra o Boca Juniors, eliminado ainda nas oitavas de final.

Do Palmeiras não se esperava mesmo muito e a exibição do Tijuana em Belo Horizonte suaviza a eliminação verde pelo mesmo adversário, no Pacaembu.

Ao contrário, era grande a expectativa em torno de São Paulo e Grêmio, duas decepções do tamanho do dinheiro investido para irem bem no torneio prostituído.

Porque não basta gastar dinheiro (vide Chelsea x Corinthians) se falta planejamento fora de campo (o que o Galo fez ao voltar de Tijuana e não se poupar 100% em Curitiba quase custou-lhe a permanência) e, sobretudo, talento e inteligência dentro.

Ressalva-se aqui, à exaustão se preciso for, os erros de arbitragem por parte dos apitadores que falam Brassil, sem esquecer que não é de hoje que assim se dá, embora o futebol brasileiro venha de três conquistas seguidas.

Registre-se, por outro lado, que a CBF e nossos clubes são cúmplices do lusco-fusco ao não se mobilizarem para exigir uma nova ordem no bordel, aparentemente felizes porque também se locupletam na imoralidade do jogo obscuro da política de bastidores.

O próximo embate brasileiro será contra os argentinos, muito mais poderosos na Conmebol.

Esperemos pelo tamanho da pena de Réver, provavelmente alijado das semifinais.

E não as chame de finais antecipadas, porque não serão.


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