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Alexandra Golik, da cia Le Plat du Jour, inaugura teatro em SP
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MARIA LUÍSA BARSANELLI
DE SÃO PAULO
Mesmo com seus 160 teatros, é difícil encontrar espaço em São Paulo para a encenação de espetáculos. Sobram produções e faltam lugares, e as agendas das casas andam lotadas.
Foi por causa desse obstáculo que a atriz e dramaturga Alexandra Golik, 46, decidiu erguer o teatro Viradalata. Construído em um terreno entre as ruas Apinajés e Capital Federal, o teatro destoa do clima residencial de Perdizes (zona oeste), que tem apenas dois palcos nas proximidades --o Centro da Terra e o AmadodoDito.
| Maria do Carmo/Folhapress | ||
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| Vista da plateia e do palco do teatro Viradalata, espaço inaugurado em Perdizes (zona oeste de São Paulo) |
"Eu ficava muito rendida com essa história de não ter pauta [vaga] nos teatros de São Paulo. Aqui, tenho liberdade para apresentar trabalhos meus e de outros artistas", diz ela, que pretende levar ao palco montagens variadas, de humor a projetos alternativos.
Uma das fundadoras da premiada companhia infantil Le Plat du Jour e com mais de 20 anos de carreira no Brasil e na França, Alexandra acaba de abrir a casa de espetáculos com apresentações de três peças de sua autoria (duas adultas e uma infantil), a ingressos que variam de R$ 10 a R$ 20.
A estreia "Mamy" reflete sobre como os filhos lidam com o envelhecimento dos pais. "Sequestro", de 2002, mostra o relacionamento entre um sequestrador e sua vítima. Já a infantil "Medinho Medão" relata a insegurança de um filho enquanto pais estão ocupados com o trabalho.
| Maria do Carmo/Folhapress | ||
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| A dramaturga e diretora Alexandra Golik na plateita de seu teatro Viradalata, em Perdizes (zona oeste de SP) |
O nome do local é, em parte, uma homenagem ao "vício" da atriz: Alexandra tem 24 vira-latas. Dois moram com ela, em seu apartamento em Higienópolis, e o restante está em seu sítio, em Itapecerica da Serra (a 34 km de São Paulo). A paixão pelos cães "sem dono" começou há cerca de dez anos, mais ou menos na mesma época em que surgiu a ideia do projeto.
A dramaturga comprou a primeira casa em 2005, começou a obra três anos mais tarde e adquiriu o segundo imóvel em 2009. Hoje, parte dos tijolos das duas edificações estão visíveis nas paredes do teatro, uma solução estética e acústica, explica Alexandra.
O teatro abre as portas com um salão de 250 m, pé-direito de 6 m, palco de tamanho médio e capacidade para cem pessoas, além de um pequeno café. Mas o projeto deve ser ampliado até o fim do ano e ganhar uma nova plateia. Do outro lado do palco, o espaço pretende abrigar 250 pessoas, dividas em dois andares (térreo e mezanino), além de uma mesa de luz e som suspensa. As cadeiras inferiores devem ser retráteis e podem dar lugar a um salão.
| Divulgação | ||
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| Alexandra Golik, Fabiano Geuli e Luciana Ramanzini em cena do espetáculo "Mamy", em cartaz no Viradalata |
Também está previsto um restaurante. A ideia é que o Viradalata não seja palco apenas de espetáculos, mas também de shows e eventos.
Alexandra já tem planos de levar ao espaço mais duas montagens suas. Entre o fim de setembro e o começo de agosto deve estrear a infantil inédita "Coquetel de Fadas". No ano que vem, a dramaturga quer remontar o espetáculo adulto "Kilocaloria", história de uma mulher com sua geladeira.
Viradalata - r. Apinajés, 1.387, Perdizes, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3868-2535. www.viradalata.com.br
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