Siga a folha

Vacina da Pfizer contra bronquiolite tem resultados positivos em bebês

Administrado em mães durante gravidez, imunizante atingiu 82% de eficácia na prevenção de casos graves

Assinantes podem enviar 5 artigos por dia com acesso livre

ASSINE ou FAÇA LOGIN

Continue lendo com acesso ilimitado.
Aproveite esta oferta especial:

Oferta Exclusiva

6 meses por R$ 1,90/mês

SOMENTE ESSA SEMANA

ASSINE A FOLHA

Cancele quando quiser

Notícias no momento em que acontecem, newsletters exclusivas e mais de 200 colunas e blogs.
Apoie o jornalismo profissional.

Nova York, Estados Unidos | AFP

O laboratório americano Pfizer anunciou nesta terça-feira (1º) resultados positivos em bebês dos testes de uma vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite, administrada às mães durante a gravidez.

Com base nos resultados do ensaio de fase 3, verificou-se que a vacina é cerca de 82% eficaz na prevenção de casos graves nos primeiros três meses de vida e cerca de 69% nos seis meses seguintes.

No entanto, o ensaio revela que a vacina não reduz os casos leves de maneira "estatisticamente significativa", embora os testes mostrem alguma eficácia clínica, disse o laboratório.

Em ensaio, vacina da Pfizer contra vírus sincicial respiratório(VSR) é cerca de 82% eficaz na prevenção de casos graves nos primeiros três meses de vida - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Com base nesses resultados, que não foram revisados por cientistas independentes, a Pfizer planeja buscar a autorização da vacina para gestantes até o final do ano nos Estados Unidos e posteriormente em outros países.

A bronquiolite é uma doença respiratória comum e altamente contagiosa, especialmente em bebês de 2 a 8 meses de idade, que causa tosse e falta de ar.

Na maioria das vezes, a doença é leve. Mas pode exigir levar o bebê ao pronto-socorro ou até mesmo à internação.

A Pfizer estima que cerca de 102 mil crianças morrem de VSR a cada ano em todo o mundo, metade delas com menos de seis meses de idade.

A Sanofi e a AstraZeneca obtiveram em setembro um parecer favorável do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos para o nirsevimabe, que protege os bebês da circulação do vírus.

Chamada de Beyfortus, ela difere das vacinas que utilizam tecnologias tradicionais por ser um anticorpo monoclonal, ou seja, desenvolvido em laboratório, e confere à lactante a chamada imunidade passiva com dose única. A Comissão Europeia ainda não autorizou a sua comercialização.

Receba notícias da Folha

Cadastre-se e escolha quais newsletters gostaria de receber

Ativar newsletters

Relacionadas