PSL vai governar três estados, e Bolsonaro terá apoio de 12 governadores

Novo presidente encontrará principal oposição entre governadores no Nordeste

São Paulo

​O PSL, partido do novo presidente, Jair Bolsonaro, fez três governadores estaduais, que tomam posse nesta terça-feira (1º). O bombeiro militar Comandante Moisés assume o governo de Santa Catarina. Em Rondônia, o novo governador é o policial reformado Coronel Marcos Rocha. Em Roraima, o empresário Antonio Denarium.

Antes das eleições de 2018, o partido, até então nanico, só havia eleito um governador, Flamarion Portela, em 2002, em Rondônia —mas ele saiu do PSL e entrou para o Partido dos Trabalhadores no começo do ano seguinte.

Agora, o PSL terá três governadores, mesma quantidade que o PSDB, MDB e PSB. O PT é o partido que mais governará estados: quatro no total.

Bolsonaro terá apoio de pelo menos 12 novos mandatários, que o apoiaram nas eleições, o que inclui os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) foi entusiasta da candidatura de Bolsonaro (o que gerou críticas de seus correligionários tucanos) e adotou um discurso linha-dura em relação à segurança pública. O mesmo ocorreu com Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro.

Além deles, o presidente teve o apoio dos novos governadores do Amazonas (Wilson Lima, PSC), Goiás (Ronaldo Caiado, DEM), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja, PSDB), Mato Grosso (Mauro Mendes, DEM), Paraná (Ratinho Jr, PSD) e Rio Grande do Sul (Eduardo Leite, PSDB).

Os governadores do Amapá (Waldez Góes, PDT), Pará (Helder Barbalho, MDB), Espírito Santo (Renato Casagrande, PSB) e Tocantins (Mauro Carlesse, PHS) optaram pela neutralidade durante as eleições, mas devem construir pontes com o novo presidente por meio de aliados.

Bolsonaro irá encontrar oposição concentrada no Nordeste. Oito governadores nordestinos que estão em campo oposto ao presidente, sendo quatro do PT: Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI) e Fátima Bezerra (RN). Também serão oposição Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco, João Azevedo (PSB), na Paraíba, Flávio Dino (PC do B), no Maranhão, e Belivaldo Chagas (PSD), em Sergipe.

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