Descrição de chapéu Rio de Janeiro

Rio segue em estágio de crise com acúmulo de água e vias interditadas

Nesta quarta, chove pouco na cidade e as escolas públicas já retomaram as aulas

Moradores de Guaratiba, no Rio, ainda sofrem efeitos do temporal que deixou cidade debaixo d'água - Ricardo Moraes/Reuters
Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro amanheceu recuperando-se dos efeitos do temporal que deixou dez mortos desde segunda (8). No momento, chove pouco na cidade e as escolas públicas já retomaram as aulas. Ainda assim, o município segue em estágio de crise, com vias interditadas e aviso de ressaca.

Segundo o COR (Centro de Operações Rio), o dia terá céu nublado, com chuva moderada a forte a qualquer momento, além de vento fraco a moderado. O transporte de umidade do oceano para o continente manterá o tempo instável. 

Diversas vias da cidade permanecem interditadas, como a avenida Niemeyer, importante ligação entre as zonas oeste e sul, fechada em ambos os sentidos. Na Ilha do Governador, zona norte, e em Guaratiba e Santa Cruz, na zona oeste, várias ruas apresentam acúmulo de água. 

Crianças tentam atravessar área alagada em Guaratiba, no Rio, nesta quarta - Ricardo Moraes /Reuters

Às 9h, havia registro de 11 bolsões de água na cidade. Treze árvores ainda estão caídas em vias de bairros como Leblon, Copacabana e Rio Comprido.

Desde o início das chuvas, a Defesa Civil acionou 59 sirenes em 36 das 103 comunidades de alto risco de deslizamento. Foram interditados 69 imóveis.

Segundo balanço do governo do Estado, o temporal deixou pelo menos 1.204 desalojados, 220 desabrigados e seis feridos. 

A água encobriu parte de carros, derrubou árvores e paralisou o trânsito. Segundo a prefeitura, em algumas localidades choveu em quatro horas mais do que o esperado para o mês.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), reconheceu nesta terça (9) que sua gestão falhou ao não se antecipar às chuvas para evitar o alagamento nas ruas da cidade, principalmente na zona sul.

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