Descrição de chapéu Obituário Celso Casagrande (1949 - 2020)

Mortes: Empresário, foi do futebol à paella ao som de Elvis Presley

Celso Casagrande era apaixonado por música e transmitiu o gosto às netas

São Paulo

Fã declarado de Elvis Presley, o empresário Celso Casagrande era apaixonado por música e se orgulhava por ter passado o gosto para as netas. 

“Meu sogro dava instrumentos musicais de presente a elas. A minha filha mais nova aprendeu piano, violão e tem músicas próprias no Spotify. Ele dizia que quando vinha em casa, a neta fazia um pocket show especial para ele”, conta o genro, o médico Emerson Zanoni, 49.

Celso Casagrande (1949-2020) e a filha Cassiana Casagrande Zanoni
Celso Casagrande (1949-2020) e a filha Cassiana Casagrande Zanoni - Arquivo pessoal

Celso foi protetor e defensor da família. “Quando estava na faculdade, por engano e erro da instituição, cheguei a ser reprovado em psiquiatria por faltas. Ele colocou um terno e uma gravata, foi à reitoria como meu advogado. Não tinha diploma e nem estudado direito. Mesmo assim, exigiu a comprovação das faltas ou iria entrar com ação de danos morais. Isso ajudou a faculdade a investigar o que ocorreu e corrigir o erro”, lembra Emerson.

Nascido em Curitiba (PR), Celso era de origem humilde e cresceu com o próprio trabalho. Animado, não perdia festas. Nelas também esbanjava seu talento para tocar violão e cantar.

O futebol e os amigos tinham um lugar especial em seu coração. Segundo Emerson, participou ativamente de um clube denominado Vai Quem Gosta.

Fundado em 1981, o clube tinha como pretexto o futebol para reunir amigos. Pelo menos uma vez ao mês, Celso pilotava a cozinha e preparava paella aos frequentadores. 

Seu otimismo foi testado quando descobriu insuficiência renal, em 2014. Religioso, assim que apresentou melhoras no quadro de saúde, em agradecimento, passou a visitar semanalmente o santuário Mariano de Schoenstatt, em Curitiba. 

Celso Casagrande morreu dia 24 de fevereiro, aos 70 anos, por embolia devido a uma doença cardíaca. Deixa a companheira, três filhas, três genros e seis netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
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