Descrição de chapéu Coronavírus

Motoristas autônomos de vans escolares fazem carreata por auxílio emergencial

Profissionais da categoria são a favor da quarentena, mas pedem ser contemplados com ajuda financeira do governo federal

São Paulo

Profissionais que ainda aguardam sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para terem direito ao auxílio emergencial em meio à pandemia do coronavírus, os motoristas autônomos de vans escolares protestaram na manhã desta sexta, 1º de maio, em carreata que teve sua concentração na av. Paulista.

Além de pedir pela aprovação do projeto que foi encaminhado pelo Senado ao presidente, a categoria pede ainda que o Banco Central possa intervir junto aos bancos públicos e privados para garantir a suspensão temporária das parcelas dos veículos financiados ou o adiamento das mensalidades para o fim do empréstimo, sem acarretar novos juros.

Motoristas de vans escolares fazem manifestação na avenida Paulista
Motoristas de vans escolares fazem manifestação na avenida Paulista - Mathilde Missioneiro/Folhapress

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Trâfego), as faixas da esquerda da av. Paulista, em ambos os sentidos, foram ocupadas pelos manifestantes, que permaneceram dentro das vans. Não houve registro de lentidão no trânsito.

Os organizadores da manifestação estimam que, pelo menos, 800 vans ocuparam à avenida.

"Nós não somos contra a quarentena, nem queremos a volta das aulas. Também temos família e sabemos a importância do isolamento neste momento, mas a categoria está sem nenhuma assistência, então nós estamos aqui para pedir que também sejamos contemplados com o auxílio emergencial", disse Luciana Augusta, motorista de van e uma das líderes do protesto, em entrevista à Folha.

Segundo Luciana, os motoristas pedem, ainda, que seja liberada para a categoria uma linha de crédito para a manutenção dos veículos e pagamento de funcionários — monitores que auxiliam o motorista para dar atenção ao embarque e desembarque dos alunos.

"Nós também pagamos impostos e ajudos a economia a se movimentar", argumenta a motorista. "Se nós não tivermos nenhuma ajuda, muitos motoristas não vão conseguir voltar depois que a pandemia passar."

No último dia 22 de abril, o Senado aprovou em sessão virtual a ampliação de categorias a serem beneficiadas com o auxílio financeiro de R$ 600 durante o estado de calamidade decretado pela pandemia causada pelo coronavírus.

Entre os beneficiados com a medida estão motoristas de táxi e de aplicativos de transporte e motoristas de vans escolares, pescadores, esteticistas, caminhoneiros, diaristas, garçons, artistas, associados de cooperativas de catadores de materiais recicláveis e de agricultura familiar, entre outros.

Profissionais intermitentes, que são aqueles que prestam serviço de forma não contínua, também serão beneficiados pelo programa, desde que tenham renda mensal inferior a um salário mínimo. ​

A proposta seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Inicialmente, ele era favorável à amplicação dos beneciados, mas recuou.

"Não está previsto ampliação até porque cada parcela está na casa um pouco acima de R$ 30 bilhões", disse Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia), no último dia 27.

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