Descrição de chapéu Obituário José da Silva Lima Júnior (1958 - 2021)

Mortes: Conhecido como Zé da Bota, fez da busca por aventura uma constante

Paulistano, viajante contumaz, amava o mato, as coisas da roça e uma boa festa

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São Paulo

“E lá vão eles em busca de novas aventuras!” Essa era a frase que o Lima repetia a cada vez que iniciava uma viagem ou projeto. E foram muitos ao longo de seus quase 63 anos.

Formado em Biologia e Farmácia, jamais trabalhou na área. Foi de professor de inglês a promotor turístico, até se estabelecer como agente autônomo de seguros. O que gostava mesmo era de circular por aí, com suas “rodinhas nos pés”, fazendo amigos Brasil afora e no exterior.

Nascido em São Paulo, capital, morou muitos anos em Jaú, interior de São Paulo, em Paracatu (MG) e, mais recentemente, em Porto Velho (RO).

Gostava de filmes de cowboy de John Wayne e Clint Eastwood desde criança, e sua coleção de chapéus e botas (que lhe rendeu o apelido, Zé da Bota) o acompanhava onde quer que fosse. Até em seu casamento foi trajado assim, de cowboy.

Homem de chapéu preto, terno, e camisa estilo cowboy
José da Silva Lima Júnior com sua indumentária preferida - Arquivo pessoal

Mas era durão só na aparência, e chorava até em comercial de margarina. Amava o mato e as “coisas da roça”. Para ele, tudo era motivo para festas, que organizava com decorações mirabolantes. E fazia questão de cozinhar, enquanto tomava seu uisquezinho on the rocks.

“Difícil definir meu pai. Ele era (e é) tantas coisas. Acho que no fim foi ele que me ensinou a ser um maluco beleza, e levo isso muito a sério”, diz Mateus Brito, que via no pai seu "Indiana Jones particular".

Lima contava ter “nascido empelicado” (ainda dentro da bolsa que protege o bebê no útero), o que, diz a lenda, significa ter sorte na vida.

Teve mesmo: viajou, festejou, fez muitos amigos, contou causos e anedotas, cozinhou, apaixonou-se e teve o filho que sempre quis. Até que, em busca de novas aventuras, foi vitimado pela Covid no último domingo (7).

José da Silva Lima Júnior deixa o filho, Mateus (a quem ensinou a gostar do mato, dos rios e de aventura e considerava sua maior paixão), dois irmãos, cinco sobrinhos e centenas de amigos.

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