Descrição de chapéu Obituário Noemia Bellini Gomes da Silva (1932 - 2021)

Mortes: Dedicou seus dias à família, à religião e ao amor ao próximo

Noemia Bellini Gomes da Silva trocou a infância pela responsabilidade e a caridade

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São Paulo

A dona de casa Noemia Bellini Gomes da Silva foi precoce em alguns acontecimentos de sua vida.

Antes dos dez anos, já trocava os brinquedos e amigos pelas horas na faxina para ajudar a família. Os pais, Maria Aparecida Bellini e José Bellini, eram rígidos com os cinco filhos.

Natural de Dois Córregos (a 262 km de SP), Noemia não teve tempo para a infância ou estudar.

Aos 14 anos, mudou-se para a capital paulista. Cerca de dois anos depois, conheceu e iniciou namoro com Álvaro Gomes da Silva.

Ele era da Congregação Cristã do Brasil, Noemia entrou para a igreja, foi batizada, e os dois se casaram. Do matrimônio nasceram três filhos —dois deles e o marido já falecidos.

Noemia Bellini Gomes da Silva (1932-2021)
Noemia Bellini Gomes da Silva (1932-2021) - Arquivo pessoal

Noemia nunca pisou em uma escola. Aprendeu a ler e escrever com a ajuda dos filhos. Tornou-se uma exímia dona de casa, guardiã da família e excelente cozinheira. A comida gostosa não tinha segredo. Sua boa vontade era o melhor tempero.

Noemia e Álvaro foram companheiros por mais de 60 anos. Motivo de orgulho de Noemia, Álvaro era o primeiro encarregado da orquestra da Congregação Cristã do Brasil do bairro de Campo Grande (zona sul), onde moravam.

Ele tocava trombone e ministrava aulas de música aos frequentadores da igreja durante os finais de semana. Noemia foi a sua principal plateia.

Segundo o comerciante Marcelo Gomes da Silva, 53, seu filho, Noemia não gostava da solidão, queria estar rodeada por pessoas. A morte do marido lhe tirou um pouco da graça dos dias. Bondosa, Noemia sempre tinha tempo para a caridade. Se necessário, fazia orações em domicílio.

Dez dias após levar um tombo em casa e se dirigir ao hospital, começou a apresentar os primeiros sintomas de Covid-19. Houve piora no quadro e Noemia não resistiu.Ela morreu dia 9 de março, aos 88 anos. Deixa o filho Marcelo.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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