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'Vamos sair dessa tempestade mais fortes', diz empresário que doou 1 milhão de ovos de Páscoa

Fundador da Cacau Show fez doação para ONGs e empresas de serviços essenciais

São Paulo

Foi a partir de uma encomenda de ovos de Páscoa que o empresário Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, entrou no mundo dos chocolates.

Aos 17 anos, ele aceitou um pedido de 2.000 unidades de ovos de 50 gramas. O que o jovem empreendedor não imaginava era que havia se metido em uma confusão, pois aquele tamanho de ovo estava fora de série –nenhum fornecedor produzia mais o formato.

Pessoas distantes umas das outras fazem fila na porta da Cacau Show
Fila em loja da Cacau Show, Salvador. Lojas de ovo de Páscoa montam balcões nas portas ou fazem drive-thru - João Pedro Pitombo/Folhapress


Depois de bater em várias portas em busca de ajuda, Costa encontrou uma dona de casa que sabia fazer chocolates artesanais. Com 500 dólares emprestados de um tio, ele comprou o material e, com a ajuda dessa dona de casa, trabalhou 18 horas seguidas até entregar a encomenda.

Os 500 dólares se transformaram em 1.000 e ele nunca mais parou de fazer chocolates. Aos 26 anos, Costa comemorou seu primeiro milhão de dólares. Hoje, mais de três décadas depois, é dono de uma das maiores redes de chocolates finos do mundo, com 2.300 lojas espalhadas pelo Brasil.

Nesta quinta-feira (9), véspera do feriado de Páscoa, em meio ao prejuízo global gerado pela pandemia, o empresário anunciou a doação de 1 milhão de ovos de Páscoa. A quantidade de ovos, que representa cerca de R$ 30 milhões, será direcionada ONGs, comunidades vulneráveis, hospitais e empresas de serviços essenciais.

A maior parte delas dos estados de Sāo Paulo e Rio de Janeiro, capital e interior.

"Tenho certeza que todos os desafios pelos quais estamos passando nos tornarão mais fortes e humanos", diz Costa.

Além dos ovos de Páscoa, a empresa, junto com seus franqueados em todo o Brasil, doou cerca de R$ 1,4 milhão em chocolates de todas as linhas da marca para as instituições de saúde.

Também realizou a doação de R$ 1 milhão para o estado de São Paulo para compra de respiradores.

Entre as doações que já chegaram ao seu destino, 5.000 ovos foram encaminhados ao Instituto Sabrina Sato. Outros 800 foram distribuídos no hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente com Câncer (Graacc), que atende gratuitamente cerca de 4.000 jovens por ano. Para a mesma instituição, Costa realizou ainda a quarta edição do seu tradicional leilão de Páscoa, em que arrecadou R$ 700 mil em sete horas.

Mais de 1 tonelada de chocolate foi leiloada em uma ação com mais de 200 amigos do empresário via WhatsApp. "É necessário que o Graacc se mantenha em plena atividade em meio à crise", diz ele.

Na mesma tarde de quinta-feira (9), as Lojas Americanas anunciaram também uma doação de 3 milhões de ovos de Páscoa para crianças de abrigos infantis em todo o Brasil. A ação é uma parceria da Americanas com quatro empresas de chocolate: Top Cau, Nestlé, Garoto e Romanato.

A maior parte delas dos estados de Sāo Paulo e Rio de Janeiro, capital e interior.​

Kits com ovos de Páscoa, pelúcias, canecas infantis e colombas pascais serão entregues nas casas de acolhimento por funcionários das lojas da rede.

Em uma ação focada na Ocupação Mauá, onde vivem 240 famílias em situação de vulnerabilidade, da região central de São Paulo, a Educ360°, com projetos voltados ao impacto social, e a Apae de Cotia vai distribuir 300 ovos de chocolate às crianças que moram na ocupação.

A distribuição vai acontecer neste sábado (11), a partir de 15h. Além dos ovos de Páscoa, serão distribuídos para os cerca de mil moradores alimentos, sucos, salgados e roupas.

Os produtos foram obtidos por meio de doações e enviados à sede da Apae Cotia. No sábado, dois voluntários levarão as doações até a ocupação. Um líder comunitário se encarregará da distribuição às famílias, sem aglomerações.

Para ajudar a entreter e desenvolver a criatividade das 280 crianças e 87 jovens da comunidade neste período de quarentena, serão entregues ainda kits educacionais desenvolvidos pela Educ360°, com base na "cultura maker", que se propõe a ensinar a construir e consertar coisas.

"Nosso objetivo é levar não apenas alimento para as famílias, mas também o simbolismo da Páscoa e a educação por meio dos kits para crianças e adolescentes que estão impossibilitados de deixar os apartamentos para ir à escola”, diz Fabio Carmo, fundador da edtech, que atua na ocupação pelo segundo ano consecutivo.

A Chocolat du Jour, rede de chocolates de luxo, com quatro lojas em São Paulo, além de um bar de chocolate, o Choco Bean To Bar, no Shopping Cidade Jardim, está destinando 15% da renda de seus produtos, durante a Páscoa, para o Voluntariado do Hospital Albert Einstein, que atua nas regiões de Paraisópolis, M'Boi Mirim e Vila Santa Catarina, entre outras.

A loja tem uma unidade-carrinho, dentro do Einsten, em que 15% das vendas vão para o projeto. Mas como todas as lojas, inclusive o carrinho, seguem fechadas no momento, a colaboração está sendo captada na loja virtual, a partir da promoção Pascoaeinstein. Quem utiliza o voucher com esse código, no site, ainda ganha 10% de desconto na compra. O ovo mais caro custa R$ 400.

"Desenvolvemos nossos chocolates com muito amor para que as pessoas possam transmitir mensagens de carinho, especialmente no momento que estamos vivendo", diz Patricia Landmann, sócia da Chocolat du Jour.

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