SP prorroga fase de transição até dia 23 e estende funcionamento de estabelecimentos até 21h

Lotação máxima dos locais também subiu para 30%; em 14 de maio, pessoas com comorbidades e deficiência entre 50 e 54 anos podem ser vacinadas

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São Paulo

O governo João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (7) que prorroga por duas semanas a fase de transição e ampliou horário de funcionamento de estabelecimentos até as 21h.

A informação foi dada durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste, sobre medidas de combate ao coronavírus.

As mudanças já valem a partir deste sábado (8). Atualmente, os estabelecimentos podem funcionar apenas até as 20h, com 25% de ocupação.

A mudança vale para comércios, restaurantes, salões de beleza e academias. O horário de funcionamento dos estabelecimentos não essenciais, diz o governo, será das 6h às 21h.

Segundo o governo, estão mantidas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social.

O toque de recolher, das 20h às 5h, agora passará a ser das 21h às 5h.

Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, diz que a uma hora a mais poderá possibilitar um teste de seus efeitos. Ela pontuou, porém, que se o estado estivesse na fase laranja a ocupação seria maior, de 40%.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 78,3% no estado de e 76,3% na Grande SP. No entanto, o governo pondera que os leitos antes reservados para coronavírus estão sendo usados para outras urgências.

O governo afirma que as restrições continuarão valendo para todo o estado, sem regionalização das medidas. Por ora, a gestão Doria pretende manter essa uniformidade.

Caso houvesse essa regionalização, haveria tanto regiões que estariam na fase vermelha quanto até na fase verde.

O governo anunciou que, na última semana, os casos caíram 10,8%; houve queda de 0,4% nas internações e de 13,5% nos óbitos.

O estado registrou 99.989 mortos até o momento.

"Os indicadores que nós temos hoje são de redução de novos casos, internações e nos óbitos. Não acreditamos que esses indicadores estejam apontando para uma tendência de terceira onda", disse o médico João Gabbardo, do centro de contingência.

"Se nós conseguirmos manter esse controle durante mais três semanas, o número de pessoas vacinadas e com aumento na vacinação, elas vão nos oferecer uma outra condiçao de imunidade. Com isso, diminui o número de casos graves e internação hospitalar", completou.

Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência, afirma que com três semanas de fase de transição é possível dizer que "ela permitiu a retomada de várias atividades com a segurança necessária".

O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que, mesmo com idosos vacinados, é importante evitar aglomerações e a falta de máscaras no dia das mães, neste domingo (9).

A equipe de saúde também alertou para a necessidade de que a população se vacine contra a gripe, uma vez que o índice de vacinação de grupos prioritários é baixo.

Na quarta (5), o governador já havia indicado que poderiam ser anunciadas menores restrições.

VACINA

O governo ainda anunciou o início da vacinação de pessoas com deficiência permanente que fazem uso e com comorbidades entre 50 e 54 anos a partir de 14 de maio. O público estimado é de 865 mil pessoas.

Atualmente, todos insumos para Coronavac já foram totalmente processados, portanto, esta etapa de produção está paralisada. Dimas Covas, do Instituto Butantan, disse que a nova remessa de insumos para a vacina a previsão confirmada é de 4 mil litros, que deve chegar no máximo até o dia 18.

O número é diferente do dito na quinta por Covas. Na ocasião, ele disse que a próxima liberação de insumos havia tido a data de autorização adiada do dia 10 para o dia 13 e que o volume inicial seria de 6 mil litros, e a expectativa é de 2 mil litros.

O governo aguarda a liberação pelo governo da China a liberação de mais insumos. Na quinta (6), o Butantan disse que as críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prejudicam na autorização de envio de insumos.

Em relação à Butanvac, que será fabricada totalmente pelo instituto, estão em processo de fabricação de 6 milhões de doses, diz ele.

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