Descrição de chapéu Copa do Mundo fifa

Maradona declara apoio a Guerrero e se diz livre das drogas há 14 anos

Ex-jogador argentino lembrou de seu próprio drama e também criticou a Fifa

O ex-jogador argentino Diego Maradona
O ex-jogador argentino Diego Maradona, em sua participação no sorteio da Copa do Mundo da Rússia, em dezembro de 2017. Ele manifestou apoio ao atacante Paolo Guerrero, suspenso por 14 meses por doping - Ivan Sekretarev - 1.dez.2017/Associated Press
São Paulo | UOL

Nesta terça-feira (22), Diego Maradona usou sua conta pessoal no Instagram para manifestar apoio a Paolo Guerrero, suspenso por doping, e afirmar que não usa drogas há 14 anos.

O centroavante do Flamengo teve sua pena aumentada para 14 meses e não vai poder defender a seleção peruana na Copa do Mundo.

"Hoje eu quero estar ao lado de Paolo Guerrero neste momento tão feio pelo qual também tive que passar. Eu tive uma doença e ninguém teve pena de mim, pelo contrário. Mesmo hoje, alguns continuam me lembrando. Ninguém me ofereceu uma saída, e eu acho que isso tem que acabar", afirmou Maradona.

"Se a nova Fifa condena os jogadores que fazem as pessoas felizes por terem cometido um erro, eles não deveriam tirar o trabalho deles, eles deveriam ajuda-los a se curar. Porque isso é uma doença. Não é questão de passar pano, não. Está é uma doença maligna! Eu deixei a droga há 14 anos. E se servir a Guerrero, agarrar-se aos seus entes queridos pode ajudar a lidar com esse momento", completou.

Maradona foi suspenso por doping depois de jogar dois jogos na Copa do Mundo de 1994. Exame antidoping realizado detectou o estimulante efedrina em seu organismo. Guerrero, por sua vez, foi flagrado com benzoilecgonina, metabólito da coca ou da cocaína. O peruano afirma que não usou drogas e que consumiu a substância por meio de um chá.

"Os médicos da Fifa estão lá para receber seu salário, dizer se é positivo ou negativo e nada mais. Eles não assistem a um jogo de futebol, nem na televisão. Eu acredito que a prevenção é sempre melhor que 14 meses de punição. Eu digo isso porque vivi em minha própria carne. Eu não fiquei surpreso, porque naquela época havia (Julio) Grondona e (Joseph) Blatter, dois ladrões. Mas hoje temos um presidente que saberá interpretar minhas palavras. Eu acredito que é o caminho. Desejo a Paolo o melhor. Espero vê-lo jogando na Rússia, e envio uma saudação a todo o Peru", disse o ídolo argentino.

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