Descrição de chapéu Campeonato Brasileiro

Cuca defende invencibilidade em jogos contra Felipão

Palmeiras e Santos se enfrentam neste sábado (3), no Allianz Parque

Klaus Richmond Luiz Cosenzo
Santos e São Paulo

Apontado como principal responsável pela recuperação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, Felipão enfrentará neste sábado (3), às 19h, no Allianz Parque, um adversário que não lhe traz boas lembranças: o técnico Cuca. O santista nunca perdeu para um time comandado pelo atual comandante palmeirense.

Foram 6 jogos entre eles, todos entre 2010 e 2012, com 5 vitórias de Cuca e 1 empate. 

No primeiro confronto, em setembro de 2010, quando o treinador comandava o Cruzeiro, o time mineiro venceu o Palmeiras de Felipão no Pacaembu por 3 a 2, pelo Brasileiro.

O único empate aconteceu no Nacional do ano seguinte, com os técnicos nos mesmos times: 1 a 1, na Arena do Jacaré.

O último confronto foi no Brasileiro de 2012, quando Cuca já comandava o Atlético-MG. A equipe alvinegra goleou por 3 a 0 o Palmeiras de Felipão, que seria rebaixado para a Série B nesse mesmo ano.

Apesar da vantagem sobre o colega gaúcho, Cuca evita se gabar. “Ele é melhor que eu”, disse sobre o treinador campeão mundial em 2002, em entrevista coletiva.

Os dois se reencontram seis anos depois com suas equipes em boa fase. O desempenho levou a Cuca e Felipão a buscar objetivos que pareciam improváveis. O título para o Palmeiras, e a vaga na Libertadores para o Santos.

No Brasileiro, Cuca somou 62,5% dos pontos desde que voltou à Vila Belmiro.

Ele assumiu um Santos cabisbaixo e que parecia não reagir na 16ª colocação, fora da zona de rebaixamento apenas pelos critérios de desempate. Hoje, a equipe tem os mesmos 46 pontos do Atlético-MG, e luta por uma das seis vagas que classificam para a próxima Libertadores. 

“Quando cheguei estávamos em 16º e falava-se em contratações. O que pedi foi que me deixassem avaliar o grupo. Às vezes temos a solução dentro de casa e não vemos”, disse Cuca à Folha

O treinador, de fato, transformou o Santos sem reforços. Fez de Gabriel, que vivia um momento de longo jejum sem marcar e sofria com perseguições da torcida, a principal referência da arrancada. 

Desde a primeira vitória foram 16 jogos e uma única derrota no período, um 2 a 1 para o Cruzeiro, no Mineirão, pela 26ª rodada. 

Já Felipão tem 82,2% de aproveitamento com o Palmeiras na atual edição do Brasileiro.

O técnico palmeirense, por sua vez, afastou as “sombras” que lhe cercavam como a fama de ser um técnico ultrapassado e pelos 7 a 1 sofridos na Copa do Mundo de 2014 para conduzir o Palmeira da sexta colocação para a liderança. 

"O Roger fez um grande trabalho, mas o Felipão mudou o ambiente. Essa mudança de ares foi importante", disse o meia Lucas Lima. 

Desde que assumiu o comando da equipe, mudou concepções. Promoveu um rodízio de jogadores em função da sequência de jogos. Assim, ganhou o vestiário, principalmente, no gerenciamento de crises. 

O treinador palmeirense, também, bancou mudanças. Titular com Roger Machado, o lateral direito Marcos Rocha perdeu espaço para Mayke. A dupla de zaga titular hoje é formada por Luan e Gómez. Ele também deu mais oportunidades para Deyverson, que foi contratado no ano passado por indicação de Cuca.

O treinador conseguiu também motivar o atacante Dudu, contrariado após o clube recusar uma proposta do futebol chinês. 

Neste sábado, Felipão terá mais uma vez que conviver com os desfalques. Ele não poderá contar Mayke, Diogo Barbosa e Moisés, suspensos, além de Willian, que sofreu lesão na coxa esquerda. Os substitutos não foram revelados. 

Cuca, por sua vez, também adotou mistério. Escalou a equipe com Bruno Henrique e Lucas Veríssimo na parte fechada do treinamento e, depois, optou por Derlis Gonzáles e Luiz Felipe.

O atacante Gabriel Barbosa, com dores musculares, e o lateral Dodô, que sofreu uma pancada no tornozelo, não foram confirmados. 

PALMEIRAS
SANTOS
19h, Allianz Parque
Na TV: Pay-per-view
 

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