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Cássio é o maior? Compare seus feitos com os de outros goleiros do Corinthians

Camisa 12 é quem tem mais títulos e está na primeira colocação em número de jogos disputados

Luciano Trindade
São Paulo | Agora

​Ao defender as cobranças de pênalti de Nery Domínguez e Augusto Solari, Cássio, 31, não só fez o Corinthians eliminar o Racing e avançar à segunda fase da Copa Sul-Americana, na quarta-feira (27), como também aumentou os feitos que levam torcedores do clube a defini-lo como o maior goleiro da história do time alvinegro. 

Ele é comparado com outro ídolos como Gylmar do Santos Neves e Ronaldo.

Cássio está bem perto de alcançar mais uma marca: se ele entrar em campo neste sábado, contra o São Bento, pelo Campeonato Paulista: vai se tornar o segundo goleiro que mais vezes defendeu o Corinthians.

Compare Cássio com outros goleiro do Corinthians

Número de jogos

Contra o Racing (ARG), o atual camisa 12 do Corinthians igualou a marca de jogos de Gylmar dos Santos Neves, com 395 jogos pelo clube. Os dois estão atrás apenas de Ronaldo, ídolo do time alvinegro na década de 90, quando fez 602 partidas. Cássio pode se isolar na segunda posição desse ranking neste sábado, caso entre em campo diante do São Bento, em Sorocaba, pelo Paulista.

Tempo de clube

O goleiro foi contratado pelo Corinthians em 2012 e tornou-se titular do clube no mesmo ano. Assumiu a vaga de Júlio Cesar logo na estreia do clube nas oitavas de final da Libertadores, competição conquistada pela equipe naquele ano. O arqueiro soma sete anos com a camisa alvinegra, três a menos do que Gylmar, que atuou pelo clube entre 1951 e 1961. Ronaldo também jogou uma década no Parque São Jorge, de 1988 a 1998.

Títulos

O camisa 12 do Corinthians é o goleiro que conquistou mais títulos na história do clube. Ele tem oito troféus: Paulista (2013, 2017 e 2018), Brasileiro (2015 e 2017), Libertadores (2012), Mundial (2012) e Recopa (2013). Gylmar foi campeão pelo clube quatro vezes: Paulista (1951, 1952 e 1954) e do Torneio Rio-São Paulo (1954). Enquanto Ronaldo somou cinco títulos: Paulista (1988, 1995 e 1997), Copa do Brasil (1995) e Brasileiro (1990).

Pênaltis defendidos

Ronaldo lidera o raking de pênaltis defendidos com a camisa do Corinthians. Ele pegou 24 cobranças. Com os dois defendidos diante do Racing, Cássio se aproximou e se isolou ainda mais como o segundo da lista, com 16 penalidade defendidas. Gylmar aparece em terceiro, com 11 defesas.

Cássio salta para fazer a defesa do pênalti cobrado por  Augusto Solari, do Racing, em duelo pela Copa Sul-Americana
Cássio salta para fazer a defesa do pênalti cobrado por Augusto Solari, do Racing, em duelo pela Copa Sul-Americana - Agustin Marcarian/ Reuters
 

Média de gols sofridos

Dos três goleiros, Cássio tem disparado a menor média de gols sofridos, com 0,79 por partida. Em 395 jogos, ele sofreu 313. Ronaldo aparece com uma média de 0,94 gol sofrido por duelo. Ele foi vazado 571 vezes em 602 jogos. Gylmar vem em terceiro, com média de 1,33, com 527 sofridos em 395 partidas.

Só Corinthians?

Gylmar foi o único dos três goleiros que defendeu um rival do Corinthians. Após dez anos no Parque São Jorge, ele se transferiu para o Santos em 1962, pelo qual atuou até 1969. Os dois foram os únicos grandes clubes defendidos pelo goleiro, que jogou pelo Jabaquara em sua juventude. Cássio foi revelado pelo Grêmio, mas fez apenas um jogo como profissional pelo time gaúcho, antes de se transferir para o PSV. Na Holanda ele também atuou pelo Sparta Rotterdam antes de mudar para o Corinthians. Ronaldo foi revelado no Parque São Jorge e, ao longo de sua carreira, defendeu nove equipes além do Corinthians, mas nenhum dos arquirrivais do clube. Em São Paulo, ele só passou pela Inter de Limeira, Portuguesa, Ponte Preta e Portuguesa Santista. 

Erramos: o texto foi alterado

Diferentemente do informado, Gylmar dos Santos Neves jogou no Corinthians de 1951 a 1961, e não de 1651 a 1961. O goleiro também defendeu o Jabaquara, e não apenas Corinthians e Santos ao longo da carreira. Cássio não assumiu a vaga de titular na estreia do clube na Libertadores de 2012, mas nas oitavas de final. O texto foi corrigido.

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