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Polícia búlgara prende torcedores após manifestações racistas

Jogo contra a Inglaterra foi interrompido duas vezes por atos discriminatórios

São Paulo

A polícia da Bulgária afirma ter identificado 15 torcedores como responsáveis pelos atos de racismo vistos na partida da seleção do país contra a Inglaterra, na última segunda-feira (14). Seis deles foram presos, e os outros estão sendo investigados.

O jogo pelas eliminatórias da Eurocopa, que acabou em goleada de 6 a 0 para os ingleses, foi parado duas vezes por cantos racistas vindos das arquibancadas contra três jogadores negros da Inglaterra: Tyrone Mings, Marcus Rashford e Raheem Sterling.

Para o confronto com os ingleses, o Estádio Nacional Vasil Levski já havia sido parcialmente fechado (5.000 lugares) por determinação da entidade após manifestações prévias de racismo por parte da torcida local.

Grupo de torcedores de onde vieram os cantos racistas na partida entre Bulgária e Inglaterra
Grupo de torcedores de onde vieram os cantos racistas na partida entre Bulgária e Inglaterra - Carl Recine - 14.out.2019/Reuters

Jogadores ingleses também haviam dito, dias antes do duelo, que consideravam abandonar o jogo caso ouvissem manifestações discriminatórias.

O ídolo do futebol búlgaro Hristo Stoichkov se revoltou em razão dos atos cometidos por seus compatriotas. "Esses torcedores não devem ser autorizados no estádio ou até [devem sofrer] punições maiores", disse.

Pressionado pelo primeiro-ministro do país, Boiko Borissov, o presidente da federação nacional, Borislav Mihaylov, pediu demissão na terça-feira (15). No anúncio de sua saída, no entanto, não citou o ocorrido no estádio em Sófia ou qualquer outro ato de racismo.

Desde que o atual presidente da federação assumiu o cargo, em 2005, a Bulgária não conseguiu se classificar para nenhum dos principais torneios internacionais.

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