Pelé contou ter entrado nos EUA e no Vaticano sem passaporte

Em entrevista à Playboy em 1993, Rei do Futebol lembrou dos episódios marcantes

São Paulo

O episódio em que Ronaldinho entrou no Paraguai usando um passaporte com informações falsas rememora outro caso envolvendo um craque brasileiro e seus documentos de identificação internacional, ainda que em contextos bem diferentes.

Em 1993, numa entrevista à revista Playboy conduzida pelo jornalista Juca Kfouri, colunista da Folha, Pelé afirmou ter cerca de 20 passaportes com ele e que esse número poderia ser maior, porque outros acabaram se perdendo.

O Rei do Futebol disse também que no Brasil lhe pediam muito mais documentos do que fora do país. O jornalista ponderou que nos Estados Unidos ele não poderia entrar sem passaporte, e o ex-jogador respondeu:

"Pois eu já entrei. Alguém para quem dei um autógrafo ficou com o meu passaporte, que às vezes uso como apoio para assinar no avião ou na fila de desembarque. Aí devo ter deixado o passaporte junto com o autógrafo, e o fato é que, quando me vi diante do policial, estava sem ele, no aeroporto de Nova York. Expliquei o que tinha acontecido. O fiscal me perguntou se eu tinha alguma foto minha para autografar para ele. Eu tinha, o cara deixou que eu passasse e ainda disse que tinha uma filha que me adorava e que esteve na clínica de futebol que a gente montou na Pelé Soccer Camp", afirmou.

Em seguida, relembrou outro episódio em que sua assinatura teria aberto portas, literalmente.

"Até o papa eu vi sem documento algum, e a fiscalização para entrar no Vaticano é uma operação de guerra. Uma a uma as portas com células eletrônicas, vigiadas também por pastores alemães e polícia para chuchu, foram sendo abertas em troca de fotos autografadas. São tantos casos pelo mundo afora que nem dá para contar."

Pelé durante encontro com o papa João Paulo 2º, no Vaticano, em 1978
Pelé durante encontro com o papa João Paulo 2º, no Vaticano, em 1978 - 18.mar.78/Reuters
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