Descrição de chapéu Tóquio 2020

Fenômeno sueco quebra marca obtida por Bubka há 26 anos no salto com vara

Com 6,15 m, Duplantis, 20, supera ucraniano em melhor resultado alcançado ao ar livre

São Paulo

O sueco Armand Duplantis, 20, principal nome do salto com vara na atualidade, alcançou a maior marca de todos os tempos em uma prova ao ar livre, superando a barra a 6,15 metros nesta quinta-feira (17), em evento da Liga Diamante de atletismo no Estádio Olímpico de Roma.

Ele, que também detém a principal marca em provas realizadas em estádios cobertos (6,18 m, alcançados em fevereiro e que valem como o recorde mundial geral da modalidade), supera agora a altura estabelecida pelo ucraniano Serguei Bubka, campeão olímpico em 1988 e que saltou 6,14 m em julho de 1994 em Sestriere (Itália).

A meta de ultrapassar o recorde do seis vezes campeão mundial Bubka, 56, a céu aberto era o grande objetivo de Duplantis para o resto de 2020, após o adiamento para 2021 da Olimpíada de Tóquio, devido à pandemia de Covid-19.

Ignorando completamente uma possível queda de rendimento causada pela paralisação dos esportes devido à pandemia, o medalhista de prata do Mundial de 2019, para quem a simbólica barra de seis metros se tornou uma mera formalidade, já havia se aproximado do recorde de Bubka no início deste mês, ao saltar 6,07 m.

Armand Duplantis, apelidado de Mondo, que nasceu no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, é filho do ex-saltador americano Greg Duplantis. A mãe dele, a sueca Helena, fez carreira no heptatlo e no vôlei. O jovem, que pratica salto com vara desde criança, optou por defender o país europeu como atleta.

A transição de Duplantis de uma promessa campeã mundial juvenil em 2018 para a elite do esporte aconteceu muito rapidamente durante o atual ciclo de preparação para Tóquio.

Armand Duplantis durante a competição de salto com vara em Roma
Armand Duplantis durante a competição de salto com vara em Roma - Andreas Solaro/AFP

Em 2016, no Rio de Janeiro, o brasileiro Thiago Braz bateu o recorde olímpico e ficou com a medalha de ouro ao saltar 6,03 m, em uma disputa direta com Renaud Lavillenie que entrou para a história dos Jogos.

Em pistas cobertas, o francês bateu o recorde mundial em 2014, com 6,16 m, ao superar os 6,15 m que Bubka alcançara em 1993 (o ucraniano quebrou a marca 35 vezes ao longo da carreira). A soberiana de Lavillenie durou até fevereiro deste ano, quando Duplantis atingiu 6,17 m em prova na Polônia. Uma semana depois, aumentou um centímetro na Escócia.

Pouco depois disso, Bubka afirmou estar satisfeito por o sueco tornar o atletismo atraente e chamar muito a atenção para o salto com vara. "Eu realmente gosto e admiro o que ele está fazendo. O sucesso não é só dele, mas também de seu pai e sua mãe."

Agora, a dois meses de completar 21 anos, o sueco detém as melhores marcas possíveis do salto com vara em todas as condições e deve chegar à Olimpíada de 2021 ainda mais favorito do que seria se não houvesse o adiamento dos Jogos.

Também nesta quinta, reforçando a forte retomada que o atletismo mundial vive em meio à pandemia, o norueguês Karsten Warholm correu os 400 m com barreiras em 47s07.

O bicampeão mundial continua perseguindo o recorde do americano Kevin Young (46s78) obtido nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. Em agosto, Warholm alcançou 46s87, segunda melhor marca da história.

Nos 100 m rasos da etapa de Roma da Liga Diamante, a jamaicana Elaine Thompson obteve a melhor marca da prova no ano: 10s85.

Com AFP

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