Conmebol receberá 50 mil doses da Coronavac e quer imunizar jogadores

Entidade anuncia doação feita pela chinesa Sinovac e intermediada pelo Uruguai

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São Paulo

A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, anunciou nesta terça-feira (13) que receberá uma doação de 50 mil doses da vacina contra Covid-19 feita pela farmacêutica chinesa Sinovac, a produtora da Coronavac.

Segundo a confederação, "a imunização focará as equipes principais do futebol profissional sul-americano dos torneios de primeira categoria, masculinos e femininos".

O principal objetivo neste ano será garantir a Copa América masculina, com início marcado para junho, na Argentina e na Colômbia. A tendência é que times participantes da Libertadores também estejam no público alvo, assim como árbitros.

Estádio do Maracanã antes da final da Libertadores de 2020
Estádio do Maracanã antes da final da Libertadores de 2020 - Silvia Izquierdo - 30.jan.2021/Reuters

A Conmebol não diz quando iniciará seu plano de imunização, nem dá mais explicações sobre ele, mas afirma que se trata de um respaldo ao futebol no continente. Também não há qualquer informação de possíveis contrapartidas à empresa chinesa e ao Uruguai, que intermediou o acerto.

O presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, agradeceu ao presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, a outros integrantes do governo uruguaio (inclusive o embaixador na China, Fernando Lugris) e ao presidente da Associação de Futebol do Uruguai, Ignacio Alonso. O país tem contrato com a fabricante e está imunizando sua população com a Coronavac.

"Nenhuma outra confederação no mundo conseguiu até hoje ter à disposição imunizantes para um processo massivo de vacinação", completa a nota, que ressalta que o governo do Uruguai não recebeu nada em troca por intermediar a negociação.

Em entrevista ao SporTV no início da tarde, o presidente do Santos, Andres Rueda, disse ser pessoalmente contra a vacinação de profissionais do futebol antes de outras categorias.

"Não vejo com bons olhos. Acho que, no momento que a sociedade está vivendo, você começa a dar vantagens para algum nicho, acho meio desumano. Por que eu vou tomar vacina na frente do carregador de papelão na rua? Não vejo com bons olhos. Vidas não têm preço, se é real, se é dólar, isso está acima dessa questão."

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