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28/09/2005 - 21h08

Governo sai vitorioso e elege Aldo Rebelo para presidência da Câmara

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da Folha Online

Depois de um empate no primeiro turno, de uma votação apertada no segundo e de intensas articulações do governo às vésperas da eleição, a Câmara dos Deputados elegeu nesta quarta-feira o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) como o novo presidente da Câmara. Aldo venceu o candidato da oposição, José Thomaz Nonô (PFL-AL), que continua sendo o primeiro vice-presidente da Casa.

No final da apuração, Aldo teve 258 votos e Nonô obteve 243. Foram contabilizados ainda seis votos brancos e dois nulos.

"O governo jogou o que tinha e o que não tinha. Vamos ver o que [o governo jogou] amanhã", disse Nonô referindo-se a possíveis concessões que o governo teria feito para conseguir eleger Aldo. "Só posso desejar que ele receba o espírito da Câmara. Que ele seja o presidente que eu queria ser."

Sérgio Lima/FI
O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP)
O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP)
O resultado encerra uma disputa acirrada entre os candidatos ao cargo, que começou com dez candidatos que na reta final se converteram em sete, dos quais somente cinco receberam votos.

Desde a semana passada, governo e partidos de oposição detonaram uma campanha pela conquista de corações e mentes em um Legislativo por uma sucessão de crises: os escândalos do "mensalão" e do "mensalinho", esse último responsável pela renúncia do ex-presidente Severino Cavalcanti.

No primeiro turno, Aldo e Nonô empataram com 182 votos. O primeiro contava com o apoio de seu próprio partido, do PL, do PT e PSB, enquanto Nonô teria os votos do PFL, PSDB, PV, PDT, Prona e PPS. Aldo afirmou que esperava em torno de 160 a 180 votos enquanto o pefelista afirmou que havia superado suas próprias expectativas.

"[A vitória de Aldo] reflete o peso do Palácio do Planalto. Sem dúvida, o Palácio do Planalto jogou pesado. Nós [a oposição] temos pouco a oferecer. Foi uma disputa dura, cada um lutou com as armas que dispunha"

Nonô preferiu não comentar se a eleição foi uma disputa justa. "Quem julgará o processo será a sociedade", disse.

Ex-ministro da Coordenação Política do governo Lula, Aldo disse que uma das suas primeiras providências será colocar em pauta a votação da reforma eleitoral.

O projeto estabelece mudanças nas campanhas eleitorais que visam reduzir os custos das campanhas a partir, por exemplo, da padronização das propagandas de rádio e TV.

Aldo tornou-se candidato do governo depois que líder do PT, Arlindo Chinaglia (PT) abriu mão de sua candidatura. Para evitar repetir o erro que elegeu o então deputado Severino Cavalcanti, o Planalto intensificou as negociações nos últimos dias. Na sexta-feira, por exemplo, anunciou a liberação de R$ 500 milhões para emendas parlamentares. Ontem, conseguiu cooptar o apoio do PL e, depois do segundo turno, convenceu o PP e o PTB a apoiar Aldo.

Em seu primeiro discurso do dia, o ex-ministro não será presidente do governo ou da oposição, mas primará pela negociação.

"Não sou candidato a tirano, a ditador. Não presidirei facções, não serei líder de bancada, do governo ou da oposição', afirmou. 'Eu sou um alagoano tranqüilo, sou um homem pacífico, sou homem do diálogo, sou homem da conciliação, mas isso não significa ausência de firmeza e de ânimo", acrescentou.

Aldo argumentou que conhece todos os deputados pelo nome e sabe das reivindicações de cada um em suas bases eleitorais, portanto, trataria de forma igualitária deputados do baixo clero e do alto clero.

Quando falou antes de começar a votação do segundo turno, disse que projetos enviados pelo Executivo não serão votados caso haja propostas similares em tramitação no Congresso Nacional.

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