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10/11/2005 - 18h03

Poleto contesta informações publicadas por "Veja" sobre caso Cuba

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ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília

O economista Vladimir Poleto confirmou nesta quinta-feira que fez a viagem de Brasília para São Paulo com um carregamento de três caixas de uísque, mas negou que tenha transportado dinheiro conforme informações publicadas pela revista "Veja".

A revista publicou reportagem em que aponta uma suposta doação de dinheiro com origem cubana para a campanha do PT em 2002. A reportagem se apóia em declarações obtidas com Rogério Buratti, já inquirido pela CPI, e por Poleto.

Segundo Poleto, foi Ralf Barquete que lhe telefonou e pediu para buscar as caixas. As caixas foram pegas em um prédio da Asa Sul, bairro de Brasília, e foram entregues por um porteiro. Poleto disse jamais ter visto o agente secreto cubano mencionado na reportagem e identificado como Samuel Cervantes. Poleto negou que tenha vistou ou tido contato com Cervantes muito menos recebido as caixas, ainda conforme consta na reportagem.

Poleto confirma que passou muito tempo conversando com o repórter Policarpo Júnior. Ele, no entanto, diz: "sofri coação e constrangimento, que foi fruto do excesso de álcool". Poleto afirma que estava bebendo cachaça e chope desde 17h do dia 21 de outubro, data em que foi abordado pelo repórter.

O encontro ocorreu às 22h em um hotel de Ribeirão Preto.

De acordo com Poleto, tanto ele quanto Policarpo continuaram a beber durante a entrevista. O economista confirmou que houve um problema durante o vôo. Ele afirma ainda que eram duas caixas de uísque "Red Label" e "Black Label" e que o peso das caixas era compatível com o de garrafas cheias. "As caixas estavam hermeticamente lacradas", afirma.

Questionado pelo relator se toda a reportagem foi inventada pela revista, Poleto se recusou a responder. Procurada pela reportagem da Folha Online, a revista apenas afirmou que não divulgaria posição oficial sobre as declarações de Poleto.

Novamente inquirido se sofreu ameaças, Poleto disse: "nunca fui ameaçado pelo senhor Policarpo". O economista ainda disse que, apesar de ficar quase 2 horas conversando com o repórter, não concordou em dar entrevista nem confirmou as informações publicadas.

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