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25/05/2007 - 16h25

Docentes da USP querem que reitora retire processo contra alunos

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

Em assembléia realizada nesta sexta-feira, a Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) decidiu manter a greve iniciada na quarta-feira (22) e enviar uma carta à reitora da universidade, Suely Vilela, para que ela não permita a entrada da tropa de choque no campus da Cidade Universitária, retire da Justiça o processo de reintegração de posse que move contra os alunos e reabra as negociações com os estudantes a respeito de sua pauta de reivindicações. A assembléia reuniu cerca de 200 participantes.

Os alunos ocupam o prédio desde o dia 3 deste mês por não terem sido recebidos pela direção da universidade para entregar uma pauta de 17 reivindicações, como a anulação dos cinco decretos do governador José Serra (PSDB), entre eles o que cria a Secretaria de Ensino Superior e outro, o que estabelece um maior rigor no acompanhamento das contas da universidade, ambos considerados lesivos pelos manifestantes.

Na reunião realizada nesta sexta, no auditório de Geografia, ficou decidido ainda que os professores manterão o pedido de reajuste salarial de 3,15% com base no índice medido pelo ICV-Dieese (Índice do Custo de Vida calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

Além disso, eles votaram pela manutenção da proposta da incorporação ao salário de uma parcela fixa de R$ 200 para os que trabalham 40 horas semanais, R$ 88 para os docentes que atuam durante 24 horas semanais e R$ 36,74 para aqueles que passam 12 horas por semana trabalhando no campus.

Em reunião realizada na quinta-(24), o Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades do Estado de São Paulo) ofereceu 3,37% de reajuste com base no índice de inflação medido pelo IPC/Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), diferente daquele reivindicado pelos docentes em sua assembléia realizada hoje.

Os docentes da USP decidiram também participar de dois atos. O primeiro está marcado para a próxima segunda-feira (28) na Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo), com a finalidade de acompanhar as discussões sobre o SPPrev (Sistema de Previdência dos Servidores Públicos), e que deve contar com outras categorias do funcionalismo público estadual.

O segundo ato está previsto para acontecer na quinta-feira (31), em frente ao Palácio dos Bandeirantes --sede do governo estadual. Os docentes da USP decidiram integrar a manifestação que reunirá o Fórum das Seis --entidade que integra os servidores e funcionários das três universidades paulistas; além da USP, a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade de Campinas), que pretendem reafirmar ao governo paulista as suas reivindicações trabalhistas conjuntas. A próxima assembléia da Adusp acontece na terça (29).

Funcionários

Ainda nesta sexta-feira, servidores ligados ao Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), realizaram uma assembléia em frente ao prédio da reitoria. Segundo os diretores do sindicato, o ato reuniu 800 participantes e ficou decidido que a greve iniciada no dia 16 irá continuar.

Diferentemente dos professores, os servidores aceitaram a proposta de reajuste de 3,37% e dizem que vão continuar lutando para conseguir os R$ 200 de incorporação ao salário. Os funcionários decidiram ainda continuar apoiando os alunos na ocupação e pretendem participar do ato no Palácio dos Bandeirantes na próxima quinta. Uma nova assembléia está marcada para segunda-feira (28).

 

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