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09/07/2004 - 21h05

Brasília abre festival internacional com polêmica do McDonald's

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da Folha Online

A capital federal vai se surpreender na noite de abertura da sexta edição do FIC (Festival Internacional de Cinema)-Brasília, na próxima quarta-feira, dia 14, quando será exibido o documentário "Super Size Me", o filme que anda dando dor de cabeça à rede mundial de fast-food McDonald's.

Será a primeira exibição no Brasil do longa, produzido por Morgan Spurlock, vencedor do prêmio de direção na mais recente edição do Sundance Festival. Sua estréia nos cinemas do país está marcada para agosto.

Para fazer "Super Size Me", o diretor norte-americano se alimentou durante 30 dias exclusivamente com os produtos vendidos pelo McDonald's, tendo aceito todas as vezes que lhe era oferecido o tamanho grande de batatas, refrigerantes e combos.

O resultado? Ele engordou, teve problemas no fígado, depressão e disfunção sexual, entre outros efeitos. Daí a dura crítica ao fast food e a rebatida da rede, que considera o filme "sensacionalista" e nega que seus produtos provoquem distúrbios na saúde como indicado no filme.

Outros títulos

"Super Size Me" é um dos 130 filmes que estarão em exibição durante o FIC, entre ficção, documentários e curta-metragens, até 25 de julho.

Outro filme de destaque é "Viagem com Che", de Gianni Miná, o documentário que acompanhou as filmagens de "Diários de Motocicleta" (Walter Salles), uma espécie de making of do filme exibido em Berlim neste ano.

Será exibido também o novo filme de Woody Allen, "Igual a Tudo na Vida", e "Há Motivo", filme de origem espanhola dirigido por 30 cineastas. A seleção inclui ainda filmes premiados em Vancouver, Sundance, Amsterdã e Toronto, como o canadense "The Corporation", de Marck Achbar e Jennifer Abbot.

Entre os diretores, devem vir ao Brasil Lukas Moodysson --sueco homenageado com uma mostra e que apresentará seu mais novo filme, "Lylja 4-Ever"--, Morgan Spurlock --para bater de frente com a rede McDonald's-- e a espanhola Luna Magan.

Outras mostras paralelas homenagearão o cinema turco na Alemanha, o trabalho italiano (mostra Capalbio, festival anual na cidade italiana homônima), uma seleção da Cinemateca e outra com o ator Othon Bastos. Retrospectivas lembrarão os melhores momentos do cineasta japonês Yoji Yamada, do brasileiro Roberto Farias e de Peter Greenaway.

Brasil

Também há uma programação dedicada ao cinema nacional. Renato Aragão ganha uma homenagem por seus 40 anos de carreira --nos quais fez 44 filmes e levou mais de 100 milhões de pessoas aos cinemas.

Haverá ainda filmes nacionais recém-lançados, como "Espelho D'Água" (Marcus Vinícius Cezar), "Narradores de Javé" (Eliane Caffé) e "Motoboys - Vida Louca" (Caíto Ortiz), e também outros ainda não lançados, como "Querido Estranho" (Ricardo Pinto e Silva), "Garrincha - Estrela Solitária" (Milton Alencar Jr.) e "Garotas do ABC" (Carlos Reichenbach).

O FIC-Brasília Ourocard exibirá os filmes nas dez salas do complexo Cine Academia, na sala de espetáculos Academia Hall --ambos no Academia de Tênis Resort (Setor de Clubes Esportivos Sul)--, e também no Cine Academia Cultura Inglesa e no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).

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