MoMA fechará por quatro meses para reforma

Espaço será ampliado e ganhará mais de 3.700 metros quadrados

DW

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) anunciou nesta terça-feira (05/02) que fechará suas portas por quatro meses, entre 16 de junho e 20 de outubro, para reformas. O local está sendo ampliado e, ao final da obra, ganhará mais de 3.700 metros quadrados para exposições.

O projeto custou no total 400 milhões de dólares e visa não apenas adicionar galerias ao museu, mas também promover o diálogo entre as diferentes formas de artes visuais, pintura, arquitetura, escultura, fotografia ou design.

"O verdadeiro valor desta expansão não é só conseguir mais espaço, mas um espaço que nos permita repensar a experiência da arte no museu", declarou o diretor do MoMA, Glenn D. Lowry, em nota.

A nova intervenção incluirá uma sala para programações ao vivo e apresentações, assim como uma plataforma, no segundo andar, com fins educativos na qual o visitante será convidado "a conectar-se com a arte", afirma o museu.

Um piso no térreo ampliando terá galerias no nível da rua para aproximar a arte das pessoas que circulam nas ruas do centro de Manhattan. O segundo, quarto e quinto andares devem oferecer uma "experiência da arte mais profunda através de todos os meios e de artistas de mais diversas geografias e bagagens".

Estes três espaços estarão articulados de maneira cronológica para oferecer continuidade aos visitantes. A instituição também disse que as exposições destas galerias mudarão a cada seis ou nove meses no seu afã em mostrar diferentes aspectos da história da arte moderna e contemporânea.

Entre as exposições programadas para a reabertura do museu estão uma sobre a arte moderna latino-americana e outra sobre a artista afro-americana Betye Saar, além de uma instalação do artista queniano Michael Armitage.

Após a reforma, o MoMA passará a abrir das 10h às 21h.

O MoMa é um dos museus de arte mais proeminentes dos Estados Unidos e possui obras de Pablo Picasso, Roy Lichtenstein e outros mestres modernos. A atual reforma é uma prova da saúde financeira da instituição, sustentada por várias doações colossais recebidas nos últimos anos.​

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