Herdeira e ícone da moda, Gloria Vanderbilt morre aos 95 anos

À luz dos holofotes, a 'pobre menina rica' experimentou glamour e tragédias

São Paulo

A americana Gloria Vanderbilt, herdeira de uma família riquíssima e dona de uma grife de jeans, morreu nesta segunda-feira (17), aos 95 anos. Ela estava em casa ao lado da família e de amigos, de acordo com seu filho Anderson Cooper, apresentador da CNN. 

"Uma mulher extraordinária que amava a vida e viveu a seu capricho", declarou Cooper em homenagem exibida pela emissora. "Que mãe extraordinária, que mulher extraordinária!", acrescentou.

Atriz em Hollywood, artista plástica e designer, ela faria sua própria fortuna na década de 1970 com uma linha de jeans que vestiu milhões de mulheres americanas.

A "pobre menina rica", como era chamada pelos tabloides, nasceu em 1924, em uma das famílias mais ricas dos Estados Unidos, que basicamente espalhou a navegação a vapor e as ferrovias pelo país no século 19.

Seu tataravô, Cornelius Vanderbilt, foi o criador do depósito que daria origem à estação de trens Grand Central, em Nova York —no local, há uma estátua em sua homenagem.

Mas Vanderbilt teve uma infância conturbada. Ela perdeu o pai alcoólatra com menos de um ano e meio e, ainda na adolescência, enfrentou uma batalha judicial entre a mãe e uma tia paterna pela sua custódia e herança. 

Ela namorou Frank Sinatra, Errol Flynn, Marlon Brando e Howard Hughes. Casou-se aos 17 anos com um agente de Hollywood ligado à máfia. Seu segundo casamento, aos 21, foi com um maestro 42 anos mais velho, com quem teve dois filhos.

Em seguida, veio o terceiro marido, o cineasta Sidney Lumet, de "Serpico" e "Rede de Intrigas". Aos 43 anos, no quarto casamento, ela daria à luz seu quarto filho, Anderson Cooper. 

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