Roda Viva é eleito o melhor programa de jornalismo da TV pela APCA

Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os melhores de 2019 em dez categorias

São Paulo

O Roda Viva, da TV Cultura, foi considerado o melhor programa de jornalismo da televisão brasileira pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), nesta segunda (9).

Criado em 1986, o programa esteve desde agosto deste ano sob o comando da jornalista Daniela Lima, então editora da coluna Painel, da Folha. Ela anunciou que vai deixar a bancada da atração para integrar a equipe da CNN brasileira, e será substituída por Vera Magalhães, que também editou a coluna Painel.

O longa “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, a exposição recordista de público “Tarsila Popular”, no Masp, e o show do rapper Emicida no Theatro Municipal de São Paulo também foram alguns dos escolhidos pela APCA. 

A entidade ainda concedeu a Fernanda Montenegro o Prêmio Especial da APCA, por seu “protagonismo na defesa da liberdade de expressão”. Foi, de fato, um ano agitado para a atriz, que completou 90 anos e foi alvo de ataques do antigo diretor teatral da Funarte e atual Secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, nas redes sociais. Ela lançou uma autobiografia, estrelou quatro filmes —um deles, “A Vida Invisível”, representante do Brasil no Oscar— e lotou sucessivas vezes o Theatro

O longa “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, a exposição recordista de público “Tarsila Popular”, no Masp, e o show do rapper Emicida no Theatro Municipal de São Paulo foram alguns dos escolhidos pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes, como os melhores de 2019, nesta segunda (9). 

A entidade ainda concedeu a Fernanda Montenegro o Prêmio Especial da APCA, por seu “protagonismo na defesa da liberdade de expressão”. Foi, de fato, um ano agitado para a atriz, que completou 90 anos e foi alvo de ataques do antigo diretor teatral da Funarte e atual Secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, nas redes sociais. Ela lançou uma autobiografia, estrelou quatro filmes —um deles, “A Vida Invisível”, representante do Brasil no Oscar— e lotou sucessivas vezes o Theatro Municipal paulistano.

Os prêmios da APCA são concedidos a dez categorias artísticas —arquitetura, artes visuais, cinema, dança, literatura, música popular, rádio, teatro, teatro infantojuvenil e televisão—, que por sua vez são divididas em outros sete subgrupos.

A cerimônia de entrega das láureas, que chega à sua 63ª edição, acontecerá em 17 de fevereiro de 2020, no Teatro Sérgio Cardoso. Veja, abaixo, os escolhidos do prêmio APCA:
 

Arquitetura

Melhor obra de arquitetura: Hospital de Urgências de São Bernardo do Campo, SPBR Arquitetos (Angelo Bucci)
Resistência ambiental: Centro Experimental Floresta Ativa (Cristina Xavier)
Valorização da arquitetura no debate público: Gestão IAB-SP 2017-2019
Valorização do Patrimônio Arquitetônico: Jornada do Patrimônio (Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo)
Trajetória dedicada à Universidade Pública e à pesquisa acadêmica: Nestor Goulart Reis Filho
Urbanidade: Estação São Paulo-Morumbi (23 Sul Arquitetura)
Apropriação urbana: Redes da Maré
 

Artes visuais

Grande Prêmio da Crítica: 'Tarsila Popular' (Masp)
Exposição Internacional: 'Man Ray em Paris' (CCBB)
Exposição Nacional: 'Leonilson por Antonio Dias' (Pinakotheke)
Fotografia: 'Marc Ferrez' (Instituto Moreira Salles)
Retrospectiva: 'Franz Weissmann' (Itaú Cultural)
Arte e reflexão: Galeria Transarte
Destaque: Luisa Strina ('Recorte da Contemporaneidade')

Cinema

Filme: ‘Bacurau’
Diretor: Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho (‘Bacurau’)
Roteiro: Ives Rosenfeld e Pedro Freire (‘Aspirantes’)
Ator: Christian Malheiros (‘Sócrates’)
Atriz: Carol Duarte e Júlia Stockler (‘A Vida Invisível’)
Documentário: ‘Democracia em Vertigem’ (Petra Costa)
Prêmio especial do júri: ‘A Rosa Azul de Novallis’ (Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro)

Dança

Espetáculo/Estreia: ‘ELO’ (T. F. Style Cia. de Dança)
Espetáculo/Não Estreia: ‘Plano Sequência/Take 2’, da Jorge Garcia Companhia de Dança
Coreografia/Criação: Cassi Abranches, pela coreografia de ‘Agora’, da São Paulo Companhia de Dança
Interpretação: Elenco da Lia Rodrigues Companhia de Danças, por ‘Fúria’
Prêmio técnico: Mirella Brandi e Solano, pelo design de luz de ‘Foreign Body’, de Clébio Oliveira
Projeto/Programa/Difusão/Memória: Programação de dança da Oficina Cultural Oswald de Andrade
Grande prêmio da crítica: Sesc São Paulo, pela programação contínua de dança em suas unidades da capital, interior e litoral

Literatura 

Romance: ‘Crocodilo’, de Javier Arancibia Contreras (Companhia das Letras)
Ensaio/Teoria e/ou Crítica Literária/Reportagem: ‘O Crime da Galeria de Cristal’, de Boris Fausto (Companhia das Letras)
Infantil/Juvenil: ‘Enfim, Capivaras’, de Luisa Geisler (Companhia das Letras)
Poesia: ‘Melancolia’, de Carlos Cardoso (Record)
Contos/Crônicas: ‘Redemoinho em Dia Quente’, de Jarid Arraes (Alfaguara)
Tradução: Eric Nepomuceno, pela tradução de ‘O Jogo da Amarelinha’, de Julio Cortázar (Companhia das Letras)
Biografia/Autobiografia/Memória: ‘Em Busca da Alma Brasileira – Uma Biografia de Mário de Andrade’, de Jason Tércio (Sextante)
 

Música popular 

Grande prêmio da crítica: Beth Carvalho
Artista do ano: Djonga
Melhor álbum: ‘Abaixo de Zero: Hello Hell’, Black Alien
Melhor show: Emicida no Theatro Municipal
Revelação: Ana Frango Elétrico
Projeto especial: Itamar 70
Música Clipe do Ano: ‘Amor de Que’, Pabllo Vittar
Homenagem (In Memoriam): Walter Franco
 

Rádio

Programa jornalístico: ‘Radar Noticioso’, Rede Metropolitana (Vale do Paraíba)
Apresentador (jornalismo): Roberto Nonato (CBN)
Produtor/apresentador (musical - popular): Jones Mendes e Tonho Prado, "Coração Sertanejo" (Nativa FM)
Produtor/apresentador (musical - pop/rock): André Góis, "Hora da Vitrola" (Eldorado FM)
Produtor/apresentador (entretenimento): Domenico Gato, Silvio Ribeiro, Marcos Aguena e Bernardo Veloso, "Morde Assopra" (Energia 97)
Webrádio: Web Vintage Radio
Podcast: ‘Meio Rádio’
 

Teatro

Grande prêmio da crítica: Danilo Santos de Miranda por criar um polo de resistência no Sesc São Paulo para o teatro nacional
Espetáculo: ‘Tom na Fazenda’
Direção: Jé de Oliveira (‘Gota D’ Água {Preta}’)
Dramaturgia: Newton Moreno  (‘As Cangaceiras’)
Ator: Iuri Saraiva (‘Jardim de Inverno’)
Atriz: Debora Duboc  (‘A Valsa Lili’)
Prêmio especial: Espetáculo ‘Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias’, pelo posicionamento político frente à realidade do País e Judite Gerônimo de Lima, pela longa e importante trajetória como costureira de teatro.
 

Teatro infanto-juvenil

Espetáculo infantil: ‘Vamos Comprar um Poeta’ (Duda Maia)
Espetáculo para jovens: ‘Nomo’ (Pedro Garrafa)
Espetáculo encenado em espaço aberto: ‘Elagalinha’ (Cia. Bendita)
Espetáculo de valorização de um clássico e com texto adaptado: ‘Dom Quixote’ (Cia Um de Teatro)
Espetáculo da modalidade reconto: ‘A Travessia de Maria e Seu Irmão João’ (Cia. Arthur Arnaldo)
Espetáculo com a temática de identidade de gênero: ‘Existo!’ (Cia. La Leche)
Revelação do ano: Thaís Medeiros, pela direção de ‘O Dia em que Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas’
 

Televisão

Novela: ‘Bom Sucesso’ (Paulo Halm e Rosana Svartman, da Globo)
Atriz: ‘Déborah Bloch’ (‘Segunda Chamada’, da O2/Globo)
Ator: Flávio Migliaccio (‘Órfãos da Terra’, da Globo)
Direção: Andrucha Waddington (‘Sob Pressão 3’, Conspiração/Globo)
Série/Minissérie: ‘Segunda Chamada’ (O2/Globo)
Programa: ‘Que História é Essa, Porchat?’ (‘Porta dos Fundos’, da GNT)
Jornalismo: Roda Viva (TV Cultura)

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