Governo nomeia advogada com experiência em logística para número 2 da Cultura

Nomeação para cargo de secretária-adjunta ocorre um dia depois de segunda exoneração de Godoy Horta

Brasília

O governo do presidente Jair Bolsonaro nomeou a advogada Andrea Abrão Paes Leme para ser a número dois da Secretaria Especial da Cultura, chefiada pelo ator Mario Frias.

A nomeação de Paes Leme como secretária-adjunta da pasta foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (15). Até então, a advogada ocupava o cargo de diretora do Departamento do Sistema Nacional de Cultura da secretaria.

Ela entra no lugar de Pedro José Vilar Godoy Horta, cuja exoneração foi publicada na terça-feira (14). As movimentações foram assinadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto.

Esta foi a segunda exoneração de Horta do mesmo cargo. Ele havia sido escolhido para chefiar o gabinete de Regina Duarte quando a atriz comandou a Secretaria da Cultura, mas foi exonerado em 15 de maio. Horta foi nomeado novamente em 19 de junho, na mesma edição do Diário Oficial em que saiu a nomeação de Mario Frias.

Em seu perfil no LinkedIn, a nova secretária-adjunta da Secretaria de Cultura informa que atua no setor público há cerca de três décadas.

"Atuo há praticamente 30 anos no setor público, em diversos segmentos. Em todos os desafios busquei o exercício voltado à legalidade da gestão pública e atendimento aos preceitos legais".

Antes de dirigir o Departamento do Sistema Nacional da Cultura, de abril até agora, diz já ter passado pela Universidade Federal de Santa Catarina, pela Empresa de Planejamento e Logística, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes​ e pela Ferrovia Paulista S/A, nos anos 1990.

No início do mês, Mario Frias, que tomou posse no fim de junho, demitiu auxiliares que tinham sido indicados pela ex-secretária Regina Duarte.

O Diário Oficial da União de 2 de julho trouxe a exoneração de Heber Moura Trigueiro da secretaria nacional do audiovisual e de Caio Fagundes Kitade da secretaria nacional de desenvolvimento cultural.

Desde que Bolsonaro chegou ao governo, em janeiro de 2019, a área cultural passa por uma sequência de turbulências e já teve demissões com acusação de censura, apologia do nazismo e, mais recentemente, um chilique ao vivo da atriz Regina Duarte durante entrevista a uma emissora de TV.

O ator Mário Frias chegou ao cargo após uma passagem de apenas três meses de Regina. Ele já havia sido cotado para comandar a pasta em janeiro, logo após a saída de Roberto Alvim, demitido após fazer imitar um ministro da Alemanha nazista.​

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